BRUCE LEE

O lutador e ator sino-americano é o maior símbolo das artes marciais da história. Mais do que isso, sua filosofia e carisma inspiram ainda hoje milhares de jovens em todo o mundo

 

Bruce Lee foi o homem que conseguiu unir China e Estados Unidos muito antes de qualquer globalização ou dependência econômica entre as duas potências. Suas armas eram o enorme carisma e a obstinação, primeiro para se tornar um lutador completo, com amplo domínio de técnicas de kung fu, boxe, judô, tae kwon do, entre outras lutas; depois para vencer em Hollywood como ator de cinema. Muito mais do que um feixe compacto de músculos, Lee foi também estudante de filosofia durante a universidade e levou inúmeros ensinamentos do taoísmo e budismo para o tatame e para as telas. Os estudos e treinos intermináveis acabaram fazendo com que ele desenvolvesse a própria arte marcial, batizada de Jeet Kun Do.

O ator viveu entre a costa oeste americana – ele conheceu sua esposa, Linda, quando ensinava kung fu em Seattle – e a Hong Kong de seus pais, onde se tornou o primeiro e maior popstar asiático, com O Dragão Chinês (1971). Seu maior sucesso, Operação Dragão (1973), foi a primeira coprodução entre americanos e chineses da história e ponto de partida para a popularização das artes marciais. Lee faleceu em 1973 com um edema cerebral. Tinha apenas 32 anos. Deixou para trás uma filmografia enxuta de somente cinco filmes e, até os dias de hoje, milhões de fãs e discípulos ao redor do planeta.