Play

Discos, shows e o que mais interessar no mundo da música

Por Piti Vieira


AS DEZ MELHORES MARCHINAS DE CARNAVAL


O cantor, compositor e instrumentista Edu Krieger é bicampeão do Concurso Nacional de Marchinhas Carnavalescas (2009 e 2011), realizado anualmente no Rio de Janeiro, um pouco antes do Carnaval. Este ano, Edu faz parte do júri e não pode concorrer. Pedimos a ele que elegesse as dez melhores marchinhas de todos os tempos. Confira a lista:

1. “Abre alas!”
Primeira marcha a animar a folia, foi composta por Chiquinha Gonzaga há mais de um século.

2. “Mamãe, eu quero!” (Jararaca/Vicente Paiva)
Deliciosa brincadeira imortalizada por Carmen Miranda.

3. “As pastorinhas” (Noel Rosa/João de Barro)
Obra-prima da dupla. Tão boa que chega a ser covardia.

4. “Bandeira branca” (Laércio Alves/Max Nunes)
Belíssima e poética marcha-rancho.

5. “A jardineira” (Benedito Lacerda/Humberto Porto)
Anima qualquer baile e tem uma bela melodia.

6. “Máscara negra” (Zé Keti/Pereira Mattos)
Começa num andamento lento e acelera no refrão, criando um efeito irresistível.

7. “Tem gato na tuba” (João de Barro/Alberto Ribeiro)
Braguinha tinha um talento especial para abordar o universo infantil.

8. “Touradas em Madri” (João de Barro/Alberto Ribeiro)
Mais uma parceria dessa dupla genial, cantada a plenos pulmões pelo Maracanã lotado na Copa de 1950.

9. “Marcha do Cordão da Bola Preta” (Nelson Barbosa/Vicente Paiva)
Hino do bloco carioca que arrasta milhões de foliões todos os anos.

10. “Cidade Maravilhosa” (André Filho)
Tornou-se o hino oficial da cidade do Rio de Janeiro.shut

DE VOLTA


Corre a notícia de que a famosa dupla americana White Stripes vai voltar em 2012. Mesmo se essa informação não se confirmar, o selo carioca Lab 344 vai editar os quatro primeiros álbuns do ex-casal, formado pelo guitarrista Jack White e pela baterista Meg White, para a felicidade dos saudosos fãs. Os discos são: The White Stripes (1999), De Stijl (2000), White Blood Cells (2001) e Elephant (de 2003), o mais famoso deles, que contém o hino Seven Nation Army. O pacote, que já está nas lojas e tem previsão de preço para cada CD de R$ 24,90, faz parte de uma série chamada Lab.Rocks, que vai incluir ainda, com edições programadas até março, discos e DVDs de bandas como Pixies, Libertines e The Cult.

O REI VEM AÍ


Ou quase. Uma mostra gigante de itens pessoais e um show com ex-parceiros de Elvis Presley marcam no Brasil os 35 anos da morte do Rei do Rock, encontrado morto em Memphis, no dia 16 de agosto de 1977. A mostra The Elvis Experience será inaugurada em São Paulo no dia 18 de setembro. São mais de 500 objetos raros, como utensílios, documentos e fotos, a maior parte deles nunca vista fora de Graceland, a casa-museu de Elvis localizada em Memphis, Tennessee. Entre os itens que serão embarcados para o Brasil estarão o famoso carro MG vermelho (abaixo) que aparece no filme Feitiço Havaiano – Blue Hawaii,  um telefone folheado a ouro do quarto de dormir de Elvis e seu famoso figurino branco, usado no especial de tevê de 1968. Além da mostra, São Paulo verá o show Elvis Presley in Concert no dia 2 de outubro, com performances do cantor projetadas em um telão acompanhadas ao vivo por uma orquestra completa, formada por um grupo de cantores e músicos que tocavam na banda de Elvis. www.elvis.com

ÚLTIMO CAPÍTULO


O documentário Shut up and play the hits é o último capítulo da biografia do LCD Soundsystem, que acabou no auge do sucesso, com um emocionante show de despedida – com ingressos esgotados e transmitido pela internet – no Madison Square Garden, em Nova York, em abril do ano passado. O filme acompanha todos os passos de James Murphy, o líder da banda nova-iorquina de eletrônico-disco-pop-
indie, no dia do show e na manhã seguinte à apresentação. Ainda não há previsão de estreia no Brasil, mas deve virar DVD ou cair inteiro na internet em breve.

PALHINHA


Um dos destaques da nova música brasileira, a cantora Tulipa Ruiz, do aclamado disco Efêmera, mostra suas preferências musicais e outras curiosidades

Música favorita do ano passado: O Deus que devasta, mas também cura, de Gui Amabis e Lucas Santtana.
Três músicas antigas favoritas: Love is strange, do Wings, Canção bonita, do Grupo Rumo, e Tiptoe through the tulips, do Tiny Tim.
Artista novo favorito: Rafael Castro.
Minha colaboração dos sonhos: Fazer uma música com [o poeta mato-grossense] Manoel de Barros.
Último grande show a que assisti: Tô tatiando, de Zélia Duncan, com músicas de Luiz Tatit e direção de Regina Braga.
Equipamento musical ou instrumento favorito: Kazoos [instrumento de sopro que modifica a voz] de plástico ou metal, bem coloridos.
Disco preferido que comprei: Court and Spark, de Joni Mitchell.
Melhor cidade para se tocar: Rio de Janeiro, Salvador e Brasília.
Coisa mais estranha que já recebeu de um fã: Um alargador. O cara tirou da orelha e me deu.
Meu toque de celular: Farinha do desprezo, de Jards Macalé.

AGENDA
PROGRAME-SE PARA NÃO PERDER ESTES SHOW

ZECA PAGODINHO
Dia 11 de fevereiro, no Stage Music Park, em Florianópolis.

MONOBLOCO
No dia 25 de fevereiro, domingo após o Carnaval, a banda sai com trio elétrico pela av. Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro, a partir das 9 horas.

THE SISTER OF MERCY
A banda britânica de rock gótico toca em Porto Alegre, no dia 8 de março, e em São Paulo, dois dias depois.

MICHAEL BUBLÉ
Considerado pela crítica o grande crooner da década, o cantor se apresenta no dia 31 de março, no Rio de Janeiro, e no dia 1º de abril, em São Paulo.