GIORGIO ARMANI

O estilista revolucionou o guarda-roupa masculino e ainda fez de seu nome um símbolo bilionário do mercado de luxo

 

Seu estilo é reto, limpo, clássico. Para ele, moda não é arte, mas sim a tarefa de vestir pessoas. Os exageros e afetações da passarela, por exemplo, são dispensáveis. Nem por isso deixou de explorar o potencial do red carpet como vitrine para suas roupas, tornando-se pioneiro na parceria entre estilistas e celebridades. Com uma visão tão pragmática do universo fashion, não é de admirar que Giorgio Armani, 77 anos, tenha captado como ninguém a alma masculina, transformando ternos em objetos de luxo e de desejo entre os homens. O estouro se deu em 1980: convidado a assinar o figurino de Richard Gere no filme Gigolô americano, o estilista italiano viu a chance de revolucionar o guarda-roupa masculino. Em vez do paletó apertado ao corpo, padrão de elegância vigente na época, Armani apresentou ao mundo peças de silhueta folgada, mas, ao mesmo tempo, bem cortadas e de caimento impecável. Surgia ali um estilo que dominaria toda a década de 80, elevando Giorgio Armani ao status de estilista internacional. Mas não foi apenas na prancheta que esse italiano de Piacenza, dono de olhos profundamente azuis e pele bronzeada, se destacou. Em pouco mais de 40 anos, Giorgio Armani imprimiu seu estilo a uma marca poderosa, o que lhe permitiu expandir os negócios além da moda. Hoje, a assinatura Armani está presente também em acessórios, perfumes, maquiagem, decoração e até em hotéis, que juntos, renderam um faturamento de US$ 2,2 bilhões no ano passado. E, enquanto muitas empresas do ramo atuam sob a tutela de investidores internacionais, com Armani a coisa funciona à moda antiga. Com uma fortuna pessoal de US$ 7 bilhões, o estilista não apenas desenha as coleções e acompanha pessoalmente os desfiles como também mantém as rédeas da empresa. Seu sucessor? Dom Armani prefere não discutir o assunto. “Enquanto eu
estiver por aqui, quem manda sou eu.”