DUELO DE MONSTROS

Testamos as Naked 1000 cilindradas mais poderosas do mercado

 

Por Piti Vieira

 

KAWASAKI Z1000

O design anguloso e agressivo dessa naked hipnotiza. O ronco do motor confirma que se trata de uma moto poderosa e de muita personalidade. Em altos giros, passando das 8.000 rpm, se comporta como uma superesportiva. Afinal, o motorzão de 1.000 cc foi herdado de versões anteriores da nervosa Ninja ZX-10R – sem o desconforto dos semiguidões e da pilotagem de pista. É daquelas motos que despertam a vontade de dar uma acelerada a mais, nem que seja apenas para sentir o empuxo do motor de quatro cilindros em linha, com 16 válvulas.

 

O motor 1000 traz sensações deliciosas e o câmbio funciona muito bem, com engates macios e precisos.

A posição das pedaleiras garante uma postura relaxada, típica das nakeds e ideal para o uso urbano.


As pedaleiras são levemente recuadas e completam uma ergonomia relaxada e apta a qualquer tipo de manobra no asfalto, inclusive curvas fortes, ao estilo de pista.

A posição de condução é confortável. O guidão é largo na medida certa, seus comandos são simples e funcionais.

O banco tipo monoposto é grande e está sempre jogando o piloto contra o tanque.

Agressiva
O farol, bastante baixo e coberto pela minúscula carenagem do painel, aponta na direção do para-lama dianteiro. O conjunto, relativamente pequeno, somado às curtas ponteiras de escape em forma piramidal e à ínfima rabeta, a faz parecer mais diminuta (possui entre-eixos de 1,44 m). As suspensões dianteiras reguláveis, de 41 mm invertidas, e o monoamortecedor traseiro com links colam no asfalto, embora nas curvas com piso ruim chacoalhem um pouco.

 

HONDA CB1000R

A naked da marca japonesa tem como objetivo agradar aos consumidores que buscam toda a emoção e as centenas de cavalos de potência de uma superesportiva, mas em um pacote mais amigável e confortável, deixando-a leve e ágil como uma street urbana (tem entre-eixos de 1,44 m). Essa mistura de peso baixo, dirigibilidade facilitada e sobra de motor e torque a faz ideal para uso diário (sem esquecer da estrada). Esta streetfighter – como são chamadas as nakeds de rua derivadas diretamente dos modelos de pista – tem em seu design agressivo um de seus pontos fortes.

Visual
A moto é boa demais, um primor de equilíbrio e possibilidades: se você quiser descer o braço, vira um foguete. O desenho é marcado pelo conjunto óptico trapezoidal, que traz o painel embutido e um grande canhão de luz na extremidade inferior, até terminar em uma rabeta bastante minimalista e curta.

Completo
O painel de instrumentos traz velocímetro digital, dois hodômetros parciais, um total, um para percurso em reserva de combustível, marcador do nível de combustível no tanque, temperatura do motor e relógio.