WALTER SALLES

Escolhido um dos 40 melhores diretores do mundo pelo jornal britânico The Guardian, o carioca não para de surpreender as plateias do mundo com seus filmes

 

"O Truffaut dizia: ‘Quanto mais conheço os homens, mais gosto das mulheres.’ Concordo com ele. Não acredito em muitas coisas, mas acredito nessa fonte inesgotável que é a sensibilidade feminina”

O cinema nacional pós-década de 1960 é hoje visto com bons olhos pelo público brasileiro e pela crítica internacional graças a um nome: Walter Salles. Carioca bem-nascido, ele é filho de Walter Moreira Salles (1912-2001), ministro, embaixador e fundador do Unibanco, que se uniu ao Itaú em 2008. A herança que recebeu junto com seus três irmãos o coloca como dono de uma das maiores fortunas do mundo, estimada em US$ 2,6 bilhões (o equivalente a R$ 4,3 bilhões), em levantamento da revista Forbes. Inteligente, famoso, bonito e bilionário, ele tinha tudo para se envaidecer, mas prefere cultivar hábitos simples, como andar de bicicleta com o filho pelo Rio de Janeiro. Casado com a artista plástica Maria Klabin, 34 anos, o diretor de 56 anos tem em seu currículo filmes premiadíssimos, como Central do Brasil, Abril despedaçado, Diários de motocicleta e Linha de passe. O mais recente, Na estrada, que estreou no Brasil em julho, é uma adaptação de On the road, livro de Jack Kerouac que marcou toda uma geração. Estrelado por Sam Riley, Garrett Hedlund, Kristen Stewart, Kirsten Dunst e Viggo Mortensen, o filme disputou a Palma de Ouro em Cannes.