PÉROLA FARIA

Pérola Faria tinha 15 anos quando deu o primeiro beijo para valer. A atriz de Rebelde continua se dizendo tímida, muito tímida. Mas a timidez pode ser um dos segredos da sedução

 

Fotos Maurício Nahas

 

 

ELA GANHOU NO BERÇO mais do que um nome – é um convite para brilhar, uma predestinação. Hoje, aos 21 anos, mostra, na maturidade precoce da atriz com jeitão de garotinha marota, que a mãe sabia o que estava fazendo. O frescor que emana dela, de seu sorriso, de seu talento, a ajuda a fazer bonito na novela Rebelde, da Rede Record, na pele de Vitória Paz, um dos rostinhos lindos daquela trama em que pipocam amores juvenis, ciúmes inocentes, traições doloridas e hormônios em chamas.

Pérola é preciosa mas sua timidez custou a deixá-la entender isso. “Ainda sou tímida”, diz – e aí é você, leitor, quem há de julgar. Desde os 7 anos, ela briga contra a inibição, de um jeito que acabou lhe abrindo as portas de sua vocação: o teatro. Teatrinho de colégio, apresentações no fim de semana e, enfim, a chegada à tevê, teenager de tudo. “Meu primeiro beijo foi aos 15 anos, com um menino da sétima série”, lembra ela. Aquela história de “perder a bv”. Beijo de língua, caprichado, muito além do selinho. Ela aprendeu. Por isso é que deve ser tão boa na simulação dos namorinhos calientes na escola de Rebelde.

Quando ela estreou em Páginas da vida, na Globo, em 2006, texto de Manoel Carlos, a carioquinha tímida se assustou. Só tinha fera à sua volta. Ela batia texto com monstros sagrados como Renata Sorrah, sua sogra fictícia, e Regina Duarte, que “meio que virou uma mãe para mim”. Uma chuva de figurões e Pérola lá, no meio deles. Se assustou mas não se intimidou. “Era um clima tão familiar, tão afetuoso que Angelo Antonio – pai dela na trama – muitas vezes vinha paternalmente perguntar: “E aí, minha filha, já comeu seu sanduichinho?” (a mãe de Pérola, tipicamente, surgia ora e vez nos corredores do Projac para socorrê-la com um pacote de pão de queijo quentinho).

Fora dali, o sucesso passou a significar assédio. As amigas ligavam: “Estamos indo pra Búzios, vem com a gente.” Pérola tinha 15 anos, seria normal ir de ônibus com as amigas, como tantas vezes já tinha feito. Já não dava mais. Pérola era agora uma atriz da Globo! “Me dava vontade de gritar, ‘é só um trabalho, quero ser uma pessoal normal’” – recorda. Mas a fama, ela logo entendeu, tem mão dupla.

Ela cresceu, vocês estão vendo aí. É uma mulher – mulherão. Adquiriu a necessária confiança em seu poder de sedução. Diante das câmeras e longe delas. Gosta, quando o coração se abre, de acolher o compromisso. Mas decreta, bem pragmática: “Quem tem dúvida se quer estar junto não pode ficar junto.” O substrato da relação, diz, é a confiança. E existe outro ingrediente indispensável para a liga dar certo: o humor. “Mulher e homem com humor conhecem a hora de rir e a hora de brigar, de falar sério”, comenta Pérola.

O Facebook dela sugere que Pérola está em fase de relacionamento sério. Deve ser aquele clima de Rebelde. É muita paixão espocando para todo lado.

Nirlando Beirão

 

Créditos:

Edição Ariani Carneiro
Styling Thidy Alvis (Glloss)
Make Kaká Moraes
Hair Patrick Guisso (Capa Mgt)

Produção de Moda Carmem Z. (Glloss)
Produção Executiva Marina Felício
Assistentes de Foto Fabrício Marconi, Daniel Omaki, Arthur Roesle
Tratamento de Imagem Rodrigo Gonçalves, RG Imagem (www.rgimagem.com.br)

Agradecimento especial At Nine | rua da Consolação, 2.893 | tel. 11 3061-3933 | www.atnine.com.br

Foto da capa brincos Flávia Caldeira
Foto do editorial robe Fruit de La Passion e brincos Lázara Design