NOVA YORK

Topo de mel

 

Por Bruno Weis

 

A moda nova-iorquina de criação de abelhas para produção de mel em coberturas de prédios chegou a sua versão mais luxuosa em abril deste ano. Foi quando o Waldorf Astoria, o mais famoso e emblemático hotel de Manhattan, instalou seis colmeias no teto de seu edifício para abrigar 300 mil abelhas. A primeira leva de mel artesanal já foi utilizada em alguns pratos do restaurante do Astoria, como a sopa de cogumelos selvagens e sorvetes de fabricação local. Quem cuida da produção e da saúde dos animais, naturalmente, são os próprios chefs do hotel. www.waldorfnewyork.com

 

Monterrey
A fantástica loja de chocolate
Se Willy Wonka fosse dono de uma loja de chocolate, provavelmente adoraria ser o desta butique de Monterrey, no México. A loja Cioccolato, especializada em doces de autor e sobremesas customizadas para eventos, também é uma atração em si. Cremes, coberturas e todo tipo de gostosura colorida enfeitam as estantes, mesas e cadeiras do lugar, dando à loja uma cara de fantasia louca e divertida, bem ao gosto do aloprado protagonista do filme A fantástica fábrica de chocolate, vivido nas telas por Johnny Depp.

 

Necker Island
Avião submarino
O multibilionário inglês Richard Branson, do grupo Virgin, é fanático por tecnologia. Não à toa é o único homem no planeta a possuir um “aerossubmarino” para três pessoas que navega até 30 metros abaixo da superfície do mar com força hidrodinâmica. A nave futurista se chama Necker Nymph e está disponível para locação semanal. Basta pagar US$ 25 mil e se hospedar no luxuoso catamarã Virgin Limited Edition Necker Belle, que Branson mantém nas Ilhas Virgens Britânicas, no Caribe. www.neckerbelle.virgin.com

 

São Paulo
Temaki sobre rodas
Os “foodtrucks” parecem ter chegado a São Paulo. Muito populares nos Estados Unidos, esses trailers e furgões são famosos por oferecer opções gastronômicas muito além de hambúrgueres e hot dogs. Na capital paulista, uma esperta versão do negócio chegou há poucos meses na forma de temakeria sobre rodas. A van, que fica aberta até o fim da madrugada em uma esquina do Itaim, zona sul da cidade, vende 27 variedades do famoso cone japonês de alga recheado com arroz e peixe. www.navan.com.br

 

Londres
Bar na bike
Dois jovens ingleses tiveram uma ideia que reúne duas das melhores coisas da vida: pedalar e gin tônica. Com uma antiga bicicleta de açougueiro equipada com cestas – onde transportam limões, gelo, aparatos de bar, copos e uma seleção dos melhores gins –, Edward Godden e Joseph Lewis (foto) circulam desde o ano passado por festivais de música, aberturas de lojas, e mercados de rua preparando o famoso coquetel. Os autores da ideia ecologicamente correta, ainda mantêm um blog sobre o projeto: thetravellingginco.tumblr.com

 

Bruxelas
Profundidade máxima
A sete quilômetros do centro da capital belga existe uma academia de ginástica. Mas não uma academia qualquer. É ali que fica a mais profunda piscina do mundo, a Nemo 33, que, com 38 metros, 2,5 milhões de litros de água, cavernas e janelas internas, virou uma atração turística local. A piscina foi construída para que mergulhadores pudessem treinar durante o inverno e é cheia de água mineral em temperatura permanente de 30 graus. Mergulhos podem ser agendados pelo site. www.nemo33.com

 

Johannesburgo
Para não esquecer
O apartheid, regime de segregação racial adotado pelo governo sul-africano de 1948 a 1994, entrou para a história como um dos capítulos mais sombrios do século passado. Mas nem por isso deve ser esquecido. É essa a proposta do Museu do Apartheid, na maior cidade da África do Sul. O espaço exibe documentos, fotos e todo tipo de lembrança dos dias de discriminação, incluindo uma impactante separação dos visitantes logo na entrada: brancos entram por uma porta, não brancos por outra. www.apartheidmuseum.org

 

Seul
Rio ressuscitado
Enquanto muitas cidades do Brasil cobrem seus rios com avenidas, a capital sul-coreana optou por fazer o contrário. A recuperação do rio Cheonggyecheon, que, com seus 5,8 quilômetros de extensão, corta o centro de Seul vem desde 2005 transformando a paisagem da metrópole. O projeto implicou na destruição de uma via elevada que cobria o canal. Hoje o rio corre livre e cercado de parques lineares, em um complexo de lazer que custou ao todo US$ 281 milhões, pagos pelo governo local e empresas.