O MITO ABRE O JOGO

Segunda maior fortuna do Brasil, um dos controladores da Anheuser-Busch InBev, gigante do setor de bebidas, Jorge Paulo Lemman prepara o seu livro de memórias, que está sendo escrito por um jornalista brasileiro, cujo nome é mantido em segredo, assim mesmo como o da editora

 

Lemman, mito entre o empresariado brasileiro, é famoso pelo estilo discreto, mas promete não deixar nenhum detalhe de fora. Segundo a revista Forbes, o empresário está perto de desbancar Eike Batista no trono de homem mais rico do Brasil.

 

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Alexandre Teixeira

O nome do livro já dá a dica do que vem pela frente. Felicidade S.A. – Por que a satisfação com o trabalho é a utopia possível para o século 21 (Arquipélago Editorial), escrito pelo jornalista Alexandre Teixeira, trata de um tema pouco explorado por empresários e executivos: a felicidade no trabalho. Teixeira conversou com a coluna.

Chegará o dia em que a segunda-feira de trabalho será tão comemorada quanto a sexta?
Se o trabalho é só um emprego para pagar as contas, tudo gira em torno do dinheiro. Não há emoções envolvidas. “Mas o trabalho pode ser um verdadeiro chamado, alguma coisa que você nasceu para fazer, que o apaixona e o faria voltar ao escritório mesmo se ganhasse na loteria”, me disse Raj Sisodia, o guru do capitalismo consciente, durante as pesquisas para escrever o livro. “Precisamos criar as condições para que as pessoas passem a dizer ‘Graças a Deus, é segunda-feira’.” Esse é um dos desafios do século.

Como foi sua experiência de felicidade no trabalho?
O jornalismo é uma das profissões mais estressantes. Salvo por uns poucos momentos de insatisfação, sempre fui feliz no trabalho. Primeiro, porque tive a sorte de só ter trabalhado em redações divertidas, com muito companheirismo e pouca competição interna. Segundo, porque nunca deixei de aprender. Virei jornalista para escrever sobre rock e acabei aprendendo economia, negócios, finanças e gestão de empresas. Fiz jornalismo diário e semanal, em que o estresse é o da velocidade. Mas escolhi evitar redações onde o trabalho é insano e o ambiente é ruim.

o que estou lendo?
Luiz Carlos Miele, produtor musical Estou lendo Vaudeville, a autobiografia do meu amigo Ricardo Amaral. É um livro muito divertido, estou adorando. Sou citado em vários momentos. E talvez o livro se transforme em um show, com minha assinatura no roteiro.

 

As letras do Tremendão

O escritor Denílson Monteiro, autor da elogiada biografia de Ronaldo Bôscoli, prepara um livro sobre as histórias por trás das letras de Erasmo Carlos. O astro da Jovem Guarda já revelou a Monteiro os bastidores de pelo menos 100 canções. Guardar segredo, ao contrário
do parceiro Roberto, não é com ele. Vem coisa boa aí.

 

Não perca

A ideia era muito boa: um romance em que nove mulheres de origens distintas, que nunca se viram antes, compartilham as histórias e suas experiências de vida mais marcantes. Quem é a décima personagem? A terapeuta de todas elas. Nove mulheres e uma terapeuta falando sobre a vida? Não, não se desespere. O livro é escrito com elegância e clareza pela escritora chilena Marcela Serrano. Dez mulheres (Alfaguara, 272 págs., R$ 39,90) já é sucesso de vendas no Chile, na Argentina e na Itália.