IGUARIA PRÉ-HISTÓRICA

Até um cozinheiro iniciante pode preparar uma cauda de lagosta na chapa, uma das receitas mais chiques e simples que existem

 

Por Bruno Weis

 

 

Primeiro, um bom ingrediente. No caso, uma bela e fresca lagosta à mão. Impossível não amar esse crustáceo de aspecto pré-histórico, dono de uma das carnes mais delicadas e saborosas jamais provadas pelo homem. Depois, um bom instrumento: no caso, uma faca grande e afiada, capaz de decepar o bicho e cortar longitudinalmente a cauda ao meio. O último fator dessa equação gastronômica simples é uma chapa antiaderente sobre o fogo. Ah, e um pouco de manteiga com ervas e um toque de limão, conforme a receita do chef Renato Carioni, do italiano Così, em São Paulo (www.restaurantecosi.com.br). “Menos é mais”, ensina ele. “Não compre uma lagosta muito grande, as menores são as mais gostosas. Nem lave a carne ou a cozinhe demais. E não exagere no molho”, diz Carioni, que indica vinhos brancos ou rosés para harmonizar com a carne adoçicada da lagosta.

Além de uma chapa antiaderente, você vai precisar de uma longa e afiada faca para cortar o bicho ao meio

 

Linha imaginária
Providencie uma lagosta de até 2 quilos, um tablete grande de manteiga, bastante salsinha e cebolinha frescas, raspas de limão. Corte a lagosta no sentido longitudinal, acompanhando a linha feita por pontos no centro da cauda. Tem- pere com sal e pimenta e reserve. Misture a salsinha e a cebolinha com a manteiga – que deve estar cremosa em temperatura am- biente – e as raspas de limão.

Dourada e laranja
Aqueça uma frigideira antiaderente e acrescente a manteiga e a cauda da lagosta com a carne para baixo. Deixe dourar por dois minutos. Em seguida, vire a cauda e deixe cozinhar por mais 2 minutos, regando sempre com a manteiga. Quando a carne estiver dourada; e a cauda, laranja, pronto. É só servir a iguaria acompanhada de salada verde.