UM ARTISTA MEXICANO

O fotógrafo Luis Ortiz acumula milhares de seguidores e faz sucesso no Instagram com sua deliciosa coleção de mulheres pouco vestidas

 

Por Bruno Weis

 

 

DAS ARTES GRÁFICAS para a fotografia, da fotografia para o Instagram. Com imagens quentes de meninas comuns – ele garante que nenhuma é modelo profissional –, o fotógrafo mexicano Luis Ortiz, ou “elhartista”, como batiza seu perfil na rede social de compartilhamento de fotos, é um sucesso na rede. Ortiz já publicou em diversas revistas e meios digitais a partir do que veicula nas redes sociais. Sua conta no Instagram tem mais de 26 mil seguidores. “Tinha uma com 45 mil, mas ela foi fechada por eu ter subido uma foto de um peito, quando isso ainda não era tão permitido como hoje”, conta o fotógrafo à Status.

Ortiz vive em Monterrey, uma das maiores cidades mexicanas, perto da fronteira com os Estados Unidos. “Nossa cultura é mais parecida com a das grandes cidades americanas, o que faz com que fotos de mulheres nuas ou seminuas sejam mais bem-vistas”, explica ele. Esse ambiente, diz, teria permitido que desenvolvesse seu estilo, além da própria internet. “Hoje não preciso exibir minhas fotos na minha cidade, posso levá-las a lugares onde são mais aceitas.”

Solteiro e estudante de artes visuais, ele fotografa estudantes, engenheiras, administradoras de empresas, designers gráficas. Todas amigas, ou conhecidas. “Adoro meninas bonitas e acabei me especializando em fotografá-las pelo prazer do trabalho. Comecei fotografando algumas amigas minhas e elas próprias me pediam que as clicasse de biquíni ou em poses mais atrevidas. Uma coisa levou a outra e acabei me tornando conhecido por esse estilo”, afirma Ortiz.

 

PING-PONG

Quais são suas principais referências?
Estudei arte, então é essa minha fonte principal. Em relação aos fotógrafos, me identifico com Terry Richardson e Henry Purienne, que combinam muito bem o nu e o seminu em ensaios de moda.

Quais os limites entre uma imagem sexy e outra que resvala no mau gosto?
As referências são importantes, mas uma pose, uma atitude, costuma ser apenas o ponto de partida. O que vale mais é a improvisação, o momento. A linha entre o sexy e o cafona é muito tênue e fácil de cruzar, principalmente quando somos levados apenas pelo atrevimento das meninas.

O que lhe interessa na hora de escolher uma modelo?
Não basta que sejam bonitas e tenham corpos perfeitos: elas devem ter um ar inocente que esteja esperando para ser corrompido pela câmera. Acho que quando consigo tirar esse lado oculto, no qual elas estão dispostas a tudo, é quando logro uma boa imagem.