UM FILME PARA UM GÊNIO DA MÚSICA

Um dos maiores gênios da música popular brasileira vai ganhar uma cinebiografia

 

Por Tom Cardoso

 

Trata-se de Alfredo da Rocha Viana Filho, o Pixinguinha (1897-1973), autor de clássicos como Carinhoso e Rosa. O filme será dirigido por Denise Saraceni e terá quatro atores interpretando diversas fases da vida de Pixinguinha, que começou a tocar flauta aos 12 anos em cabarés da Lapa, bairro boêmio do Rio. Milton Gonçalves já está certo para viver o músico no fim da vida.

 

DVD do mês

É verdade que nenhum filme conseguirá substituir a magia dos quadrinhos de Asterix e que os próprios gibis já não têm mais a força criativa desde a morte de René Goscinny, em 1977, responsável pela criação das histórias – que passaram a ser escritas pelo desenhista de Asterix, Albert Uderzo. Mas os filmes sobre o lendário herói têm seu charme. Impossível não se divertir com Gérard Depardieu no papel de Obelix em Asterix & Obelix: Missão Cleópatra (2002). A edição de colecionador, que tem preço médio de R$ 99, conta com seis filmes da saga.

 

50 tons de cinza e de sexo

A Universal e a Focus Features estão com uma joia em mãos: elas adquiriram os direitos sobre os três livros da serie 50 tons de cinza, que já venderam milhões de exemplares pelo mundo. As donas de casa podem começar a se assanhar: o roteirista Kelly Marcel, responsável por fazer a adaptação para o cinema, promete um filme tão quente quanto a trilogia. Marcel garante que o longa terá tantas cenas de sexo que provavelmente será proibido para menores de 18 anos.

 

O dolorido laboratório de James Franco

Desde que decidiu dirigir um documentário sobre o site Kink, especializado em sadomasoquismo, o ator James Franco (Homem Aranha, Comer, Rezar, Amar e 127 horas) vive uma rotina de dores e prazeres. O laboratório para o filme inclui dezenas de visitas a clubes de sado em Nova York. Franco, dizem, não evitou nenhuma das práticas oferecidas. Um filme que marcará, literalmente, sua carreira cinematográfica.

 

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Luciano Moura

Com estreia prevista para 8 de março, A busca, dirigido por Luciano Moura, é mais um filme elogiado pela crítica e que tem na direção um cineasta estreante, apesar de longa experiência com peças publicitárias e curta-metragens. O filme, um thriller emocional, com Wagner Moura (que não tem parentesco com o diretor) e Lima Duarte, conta a história de um homem que, ao ir atrás de seu filho, reencontra seu pai e a si mesmo. Não espere, porém, um filme “cabeça”. Luciano falou com a coluna:

Há uma nova safra de diretores, muito elogiada pela crítica. O cinema brasileiro precisava desse frescor?
Não somos necessariamente novos, pois já estamos aí trabalhando com cinema há um bom tempo. Mas concordo que pertencemos a uma geração que tem um outro olhar sobre o cinema, com uma visão mais universal, o que talvez explique o nosso sucesso nos festivais mundo afora. E não deixamos de ser menos brasileiros por causa disso, mas fugimos um pouco do estereótipo criado em torno do cinema nacional, de explorar apenas a miséria social ou a sensualidade. Não que o meu filme não tenha isso – ele tem – mas de uma maneira mais indireta.

Você mesmo definiu A busca como um “thriller emocional”. Por quê?
Porque não é apenas um filme contemplativo – ele tem uma preocupação de prender o público, de criar um certo suspense, de ser palatável. Nesse aspecto ele é um “thriller”, mesmo abordando um tema tão delicado como a relação de pai e filho.