QUENTIN TARANTINO

Um dos poucos diretores cujo nome define por si só um estilo de cinema, Tarantino volta à cena em grande estilo com django livre

 

Um faroeste à italiana sobre a escravidão nos Estados Unidos. Mesmo quando sabemos que tudo pode nascer da mente de Quentin Jerome Tarantino, um dos mais importantes cineastas da atualidade, ele nos surpreende. Django livre, o novo filme do diretor norte-americano, que ganhou o Oscar de melhor roteiro original, vem liderando as bilheterias no mundo todo. Nada novo em se tratando do horizonte de Tarantino, o homem que soprou vida nova na cena do cinema independente dos Estados Unidos no começo dos anos 1990. De seu primeiro longa, Cães de aluguel (lançado em 1992), até Bastardos inglórios, de 2009, passando pela obra-prima Pulp fiction (que levou o Oscar de 1995 por melhor roteiro original) e Kill Bill, Tarantino imprime um estilo único – talvez seja, ao lado de Alfred Hitchcock, o único cineasta cujo nome define por si só um gênero cinematográfico – no qual mistura histórias não lineares, diálogos longos e espertos, atores inspirados, toneladas de referências ao universo pop e litros de sangue. Tudo com humor e trilhas sonoras que já surgem clássicas. Nascido há 50 anos em Knoxville, no Tennessee, e criado ao sul de Los Angeles, Tarantino não se casou nem teve filhos, e sabe que ainda há muito por fazer no cinema. Sorte a nossa.