SOPA DE LETRINHAS

Os lançamentos mais interessantes do mês

 

Digam a Satã que o Recado foi Entendido, de Daniel Pellizzari (Cia. das Letras; 184 págs.; R$ 37)

Dentro da coleção “Amores Expressos”, que traz histórias de amor em várias cidades do mundo, chegou a vez do escritor gaúcho Daniel Pelliz- zari e da capital irlandesa, Dublin. Mesmo que a estada do escritor na cidade, em 2007, tenha sido um tanto real, o romance que conta a saga de um imigrante que abre uma agência de passeios por locais mal-assombrados da cidade marca a volta de Pellizzari à ficção após oito anos.

Like a Virgin, de Richard Branson (Ed. Saraiva; 264 págs.; R$ 35)

Companhias aéreas e de trens, gravadora e megastore, operadora de celular e tevê a cabo, mais uma centena de empresas, uma equipe de Fórmula 1 e – por que não? – investimentos em turismo espacial. O empresário britânico Sir Richard Branson é excêntrico, visionário e, sem dúvida, bom de negócio. No livro, o fundador do Virgin Group conta sua história, dá conselhos para empresários e analisa a crise financeira global.

A Espuma Dos Dias, de Boris Vian (Cosac Naify; 256 págs.; R$ 50)

Com tradução de Paulo Werneck, o clássico romance do autor francês Boris Vian, lançado originalmente em 1947, chega às livrarias brasileiras junto com a adaptação para o cinema dirigida pelo cineasta Michel Gondry, que conta com Audrey Tautou e Romain Duris no elenco.

A Prisão da Fé, de Lawrence Wright (Cia. das Letras; 592 págs.; R$ 54)

O jornalista que ganhou o prêmio Pulitzer pelo livro-reportagem definitivo sobre os atentados terroristas de 11 de setembro agora ajuda a entender as cabeças de Tom Cruise, John Travolta e outras celebridades hollywoodianas. Em A prisão da fé, Lawrence Wright esmiúça a Igreja da Cientologia.

 

Bond no papel

O escritor e jornalista britânico Ian Fleming deve ser o sujeito que melhor soube capitalizar em cima de suas férias. Em conversa com o também escritor americano Raymond Chandler, em 1958, cinco anos depois de Cassino royale, primeiro livro da série James Bond, ser lançado, Fleming confessou ao colega que escrevia seus livros em apenas dois meses, durante as férias anuais que tirava no balneário jamaicano de Goldeneye. Esse descanso criativo estava acordado por contrato entre Ian e seu empregador, o jornal Sunday Times. E, assim, ele escreveu boa parte dos 12 livros que compõem a coleção sobre o agente secreto 007, que já vendeu 100 mil exemplares pelo mundo. O selo Alfaguara irá relançar, com nova tradução, alguns dos principais romances de Bond. Em julho, serão lançados Viva e deixe morrer (1954), Da Rússia, com amor (1957) e Goldfinger (1959).

 

O Jazz de Vinicius

Formado em letras e direito, no Rio de Janeiro, e em literatura inglesa, em Londres, Vinicius de Moraes (1913-1980) foi compositor, poeta, cronista, crítico de cinema, dramaturgo, jornalista e diplomata. Em 1946, antes de conhecer Tom Jobim, ele assumiu seu primeiro posto no Exterior, como vice-cônsul do Brasil em Los Angeles, na Califórnia, onde passou cinco anos e mergulhou no universo do jazz. Com textos pouco conhecidos de Vinicius, garimpados pelo escritor Eucanaã Ferraz, Jazz & Co. (Cia. das Letras, 156 págs.) é o testemunho do encontro do brasileiro com o gênero, um extrato bem afinado de suas andanças pelos célebres clubes, estúdios de gravação e lojas de disco especializadas. E, de quebra, o livro ajuda a entender a influência do gênero na Bossa Nova sob a ótica de um de seus fundadores.