VIK MUNIZ

Ao fazer arte com qualquer coisa, o brasileiro radicado nos Estados Unidos é um dos criadores contemporâneos mais respeitados do mundo

 

Um vernissage em Hong Kong, uma manhã com a filha pequena em um parque em Nova York. Um jantar de gala em Davos, na Suíça, durante encontro de líderes do G-20, uma tarde com alunos de uma escola pública no Rio de Janeiro. A rotina do artista plástico Vicente José de Oliveira Muniz, o Vik Muniz, é um pouco de tudo isso: dar voltas ao redor do mundo para atender convites de galerias e museus, usufruir momentos familiares, marcar presença nas mais altas rodas planetárias e manter o engajamento social. Tudo isso sem perder o olhar curioso e a criatividade, marcas desse paulistano que vive nos Estados Unidos desde os anos 1980 e que, hoje, é considerado um dos mais importantes artistas plásticos contemporâneos. Filho de um garçom e uma telefonista, Muniz nasceu em São Paulo em 1961 e cresceu na periferia da cidade. Uma noite, ao tentar apartar uma briga, levou um tiro na perna. Com a indenização do agressor, mudou-se para os Estados Unidos, onde começou a trabalhar como escultor. Logo a fotografia ganharia protagonismo em seu trabalho, bem como o uso de materiais inusitados, como chocolate, lixo, diamante, geleia, arame, entre outros, para a produção de telas, instalações e imagens. O sucesso veio nos anos 1990 e hoje suas obras fazem parte do acervo de museus e galerias em Londres, São Paulo, Nova York, São Francisco, Madri, Paris, Moscou e Tóquio. Embaixador das Nações Unidas, Muniz é casado e tem três filhos.