PARIS CLONADA

Relógio Rolex, bolsa Louis Vuitton, perfume Prada, iPhone… Pense em qualquer objeto que faça sucesso mundial e certamente haverá um clone chinês. Tudo, absolutamente tudo, acaba ganhando uma versão “adaptada” na terra de Mao Tsé-Tung. 

A afeição pelas cópias, entretanto, tem extrapolado todos os limites do bom senso. A maior prova disso é a cidade de Tianducheng, a um dia de viagem de Xangai, na província de Zhejiang. Ela começou a ser construída em 2007 e hoje, já pronta, recria a capital francesa com riqueza de detalhes. Os prédios, as ruas, os monumentos e até a Torre Eiffel (uma versão com 108 metros, um terço do tamanho da original) estão lá, quase idênticos aos vistos em Paris. Mas o que era para ser um destino (cafona) para chineses que não queriam se deslocar até a Europa acabou virando um mico. Criada para abrigar dez mil pessoas, a Paris chinesa virou mais uma entre tantas cidades fantasmas espalhadas pela China. Trata-  se de um fenômeno causado pela forte expansão imobiliária e por previsões de que a população do campo migraria para os centros urbanos – cenário implodido pela desaceleração econômica. Em Ordos, na Mongólia Interior, por exemplo, existem 300 mil apartamentos para uma população de 30 mil habitantes. Dá para imaginar o marasmo?

a réplica da capital francesa erguida na China parece uma cidade fantasma. Dá para contar nos dedos o número de pessoas que transitam no lugar criado para abrigar dez mil pessoas