PÉS NA AREIA

O verão se aproxima e, com ele, os esportes praticados na praia se tornam a diversão para quem não aguenta ficar apenas tomando sol e cerveja. além de distrair, Uma boa partida de vôlei na areia condiciona os mais preparados.

 

por Piti Vieira

 

Nada melhor do que tirar férias na praia e ainda reservar um tempo para praticar uma atividade física. Mesmo quem não é muito chegado a exercícios acaba se rendendo a uma boa partida de vôlei na areia, só para se distrair. Mas será que essa prática é boa para iniciantes? De acordo com os especialistas, a areia diminui o risco de lesões, proporciona maior gasto de energia (e queima mais calorias) e deixa os menos preparados cansados com mais facilidade. Ou seja, exige bastante do corpo e garante pelo menos uma hora de exercícios e diversão.

O vôlei de praia ganhou mais adeptos depois que passou a fazer parte dos Jogos Olímpicos de 1996, em Atlanta. De lá para cá, tem sido uma das modalidades mais populares, com público crescente a cada edição. Atualmente, muitos atletas em todo o mundo se dedicam exclusivamente aos treinamentos e às competições. Devido ao avanço do esporte e suas peculiaridades (sol intenso, calor ambiente, umidade, consistência do terreno), a preparação física é fundamental, uma vez que influi decisivamente no desempenho dos jogadores.

“O jogo de vôlei de praia é uma atividade física intermitente com uma série de ‘rallies’ (bola em jogo), que são estímulos físicos intensos e de curta duração (atividade anaeróbica), e intervalos (bola morta) entre os mesmos, em que os jogadores têm um momento de descanso”, diz Jorge Barros de Araújo, professor de educação física com pós- graduação em voleibol pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. “O treinamento deve ter as mesmas características, ou seja, deve ser fracionado com estímulos de alta intensidade e períodos de descanso.”

Para manter a qualidade técnica ao longo desses inúmeros “rallies” e recuperar-se nos curtos períodos de intervalo, que vão de 20 segundos (intervalo entre uma bola em jogo e outra) até 1 minuto (tempo para descanso, permitido na regra), é necessário que o jogador treine explosão e velocidade, como, por exemplo, uma sequência de bloqueios ou cortadas em curto espaço de tempo (entre 15 segundos e 1 minuto). Ou um “rally” no qual o jogador recebe o saque, desloca-se para o ataque, executa a cortada, é bloqueado, recupera a bola, afasta-se e aproxima-se para outra cortada. “Fora da quadra, mas não da praia, o treinamento pode ser realizado com uma corrida longa na areia (1 hora ou 8 km), com uma frequência cardíaca na faixa de 120 a 150 batimentos por minuto.E, para quebrar a rotina, o mesmo resultado pode ser obtido por meio da natação e do remo”, diz Araújo.

 

Prós e contras

  • A areia fofa exige mais esforço. Os exercícios são mais intensos se comparados aos praticados no vôlei de quadra.
  • O gasto energético pula de 600 calorias em uma hora na quadra para 900 na areia.
  • Na areia há maior exigência da musculatura e do sistema cardiovascular.
  • É importante trabalhar a estabilidade articular e fortalecer a musculatura da lombar e dos membros inferiores, para evitar torções e outras lesões.
  • É um esporte que ajuda na coordenação motora e a ter mais equilíbrio e reflexo.
  • Braços e pernas são os mais exigidos, por isso a pessoa ganha força muscular nesses membros.