GAROTO PRODÍGIO

Daniel Singer tem apenas 14 anos, mas é um dos executivos mais quentes do mercado de aplicativos. Ele é o criador do Backdoor, espécie de chat que chamou a atenção das gigantes do setor, como o Google.

 

 

Daniel em seu “escritório” e, no detalhe, aos 6 anos, já fissurado pela internet

Como qualquer adolescente da sua idade, o americano Daniel Singer, filho de brasileira, frequenta a escola e navega pela internet. A diferença entre ele e outros meninos é que durante suas horas vagas Daniel está reunido com uma equipe de cinco pessoas, gerenciando e programando o mais novo fenômeno na loja da Apple, o aplicativo Backdoor. Lançado em julho, o app é uma espécie de chat. Nele é possível entrar em contato com outros usuários de forma anônima. A ideia é que os outros tentem adivinhar quem está enviando as mensagens através de dicas deixadas pelo “desconhecido”. Em apenas duas semanas, o app registrou mais de um milhão de mensagens e 100 mil usuários apenas no Brasil, números que o levaram para a lista dos apps gratuitos mais baixados da loja virtual da Apple. O próximo passo é o lançamento de uma versão para Android que deve desembarcar na Google Play na próximas semanas. Dos Estados Unidos, Daniel conversou com Status, por e-mail, sobre suas criações.

 

Como surgiu a ideia parao Backdoor?

Quando estava trabalhando na minha rede social (www.youtell.com), que hoje tem três milhões de usuários, comecei a notar que o modo como funcionava a ferramenta de feedback do site era difícil e pouco eficiente. Percebi que poderia fazer um produto para celular em que as pessoas pudessem se comunicar de forma anônima sobre qualquer coisa e que esse tipo de comunicação fosse realmente poderoso.

Tinha imaginado que seria esse sucesso?

As pessoas tendem a determinar o valor de uma ideia por quão bem-sucedida ela possa ser. Então, sim, eu pensei que era uma grande ideia e
que as pessoas gostariam de usá-lo.

Você vai vender o app? Qual é o seu plano para isso?

Aquisição é um assunto complicado. Acredito no Backdoor e na visão nesse novo meio de comunicação. Se alguém com maiores recursos (humanos e financeiros) se juntar a nós com esse mesmo pensamento, algo pode acontecer. Mas, no momento, estamos focados na construção do produto e em melhorar a experiência para todos os nossos usuários, e não em vendê-lo pelo maior lance.

Você ficou mais popular na escola depois que criou o app?

Estou muito feliz até agora, pois todos amaram o app e o usam diariamente. Não apenas na minha escola, mas no meu bairro também e continua crescendo. Mas eu ainda sou a mesma pessoa. Só saio em mais revistas do que antes.

Quais são seus planos para o futuro?

Eu amo startups e o mundo da tecnologia, então eu quero ficar nesse campo. Tenho muito mais coisas planejadas, portanto, fique atento :).

 

Toque Sensitivo 

À medida que o mundo fica mais virtual, há um esforço para tornar a tecnologia algo não apenas relacionado ao que você pode ver e ouvir, mas também ao que você pode sentir. É o que promete o aplicativo para o sistema iOS Touch Room (grátis). A brincadeira consiste em passar os dedos pela tela do celular ao mesmo tempo que um conhecido que esteja em outro local. Quando os dedos se encontram no mesmo ponto, o iPhone vibra, estabelecendo uma conexão física entre você e o outro usuário. Pode soar estranho, mas é quase poético.

 

Patentearam o coração 

Os usuários do Google Glass poderão “curtir” objetos ou situações a partir do dispositivo, mas de uma maneira bastante insólita: fazendo gestos com as mãos que simulam o formato de um coração. Pelo menos é o que sugere uma patente registrada pelo Google recentemente no Escritório de Marcas e Patentes dos Estados Unidos. De acordo com a descrição enviada ao órgão americano, a ideia consiste em fazer o dispositivo reconhecer comandos por gestos a partir de sua câmera. O registro da patente não indica, contudo, que essa funcionalidade será mesmo implementada. A companhia pode apenas querer proteger uma ideia.