A ÚLTIMA ROMÂNTICA

A modelo Cintia Coutinho adora um amante à moda antiga, daqueles que ainda surpreendem

 

Fotos Fernanda Preto

 

“Sou uma mulher sensual, mas muito discreta”, diz a modelo paulista Cintia Coutinho Kahowec, 34 anos. Com 1,77 m de altura, 89 cm de busto, 59 cm de cintura e 90 cm de quadril, ela passa a maior parte do ano na Europa e nos Estados Unidos. “Apesar da idade, ainda continuo trabalhando bastante fora do Brasil”, diz ela. “O mercado lá é diferente. A mulher de 30 a 40 anos não quer ver uma propaganda de creme antirrugas com uma modelo de 20 anos. Aqui as brasileiras querem, sim, ver uma menina de 20 nas embalagens.”

Para não depender só de sua profissão no Brasil, Cintia decidiu, há quatro anos, estabelecer uma segunda casa em São Paulo, onde abriu uma produtora de moda que presta serviços para os fotógrafos estrangeiros que desejam trabalhar no País. Filha de uma brasileira com um alemão, a morena, que saiu do Brasil para trabalhar pela primeira vez aos 14 anos, fala cinco idiomas (português, inglês, francês, alemão e italiano). “Fui morar no Japão, depois Europa e aí não parei mais de viajar. E eu adoro. Se não fosse modelo, seria comissária de bordo”, diz ela.

Cintia diz não ter um tipo preferido de homem. “Já namorei loiros e morenos. Se for bonito, melhor ainda, mas o que conta para mim é a cumplicidade, a honestidade, o cavalheirismo. E tem que ser culto, para passarmos noites e noites degustando um bom vinho, conversando e, para finalizar, fazermos um sexo bem gostoso.” Romântica, sua lista de exigências se estende. “Como viajo muito, ele também precisa entender meu trabalho e não ser ciumento. Não suporto gente que tenta podar ou mudar o outro. O amor não está na posse e, sim, na apreciação”, diz ela, que terminou um noivado no ano passado. “Estou dando um tempo para colocar meus pensamentos em ordem. Mas não quer dizer que esteja sozinha.”