QUE VENHA O OUTONO

Depois de um verão avassalador, é hora  de aproveitar o conforto da meia estação. O ator e roteirista Fábio Porchat mostra a tendência para este ano, com peças de  alfaiataria em combinações irreverentes, com diferentes texturas e cores

 

Fotos Marcio Del Nero  |  Edição de Moda Fabio Paiva  |  Produção de Moda Murilo Mahler

 

parka Lacoste R$ 1.690 | suéter Penguin R$ 299 | camisa Ogochi R$ 158 | calça Fred Perry R$ 780 | botas João Pimenta para West Coast preço sob consulta

Internet, cinema, televisão, jornal, teatro e, mais recentemente, praia. Desde que perdeu 17,8 quilos de pura gordura durante o Medida certa, do Fantástico, Fábio Porchat tem levado a sério a rotina de exercícios, que inclui natação, corrida e um circuito na areia, à beira-mar, divididos em quatro sessões por semana. “As pessoas acham que entrei no programa de brincadeira, mas sempre fui uma sanfona e isso me incomodava demais”, diz o ator e roteirista. Com seu estilo pilhado e naturalmente engraçado, Porchat dorme apenas cinco horas e meia por noite, de tanto trabalho. Além da peça Fora do normal, em cartaz no Rio de Janeiro, ele dedica parte de seu tempo ao Porta dos fundos, fenômeno da internet do qual é sócio, ator e roteirista, e também ao roteiro do filme Vai que dá certo 2. Em maio, começa a rodar o longa-metragem Um homem entre abelhas, tragicomédia escrita por ele e com direção de Ian SBF, também sócio do Porta. “Meu negócio é fazer tudo ao mesmo tempo agora”, diz Porchat, que estampa nosso ensaio de moda. “Se ficou bom, eu não sei, mas eu me diverti!”

– O público talvez nunca o tenha visto atacando de
modelo. Foi difícil?

– Que nada, me diverti. Uma das coisas que mais curto é isso mesmo, fazer o inesperado, circular entre as mais diversas áreas. Agora, se o resultado do ensaio ficou bom, isso não posso garantir!

– Ficou ótimo. Ficou com pinta de modelo mesmo.

– (Risos) O figurino ajudou bastante. Peças bacanudas, você via que era coisa boa. Mas sem caretice, do jeito que eu gosto. De todo modo, acho que não consegui fugir muito da cara de Fábio Porchat.

– Por falar em cara de Fábio Porchat: incomoda-o olharem para você como um cara que faz graça o tempo todo?

– Me incomodaria se minha cara desse vontade de chorar! Sério, não me incomoda. Mas sou ator e às vezes o rótulo é ruim.
Eu adoraria fazer drama também. Ao mesmo tempo, não posso negar minha facilidade para a comédia. Acabo fazendo mais trabalhos nessa área e aí dá nisso, as pessoas olham para mim e querem rir.

– Você perdeu 17,8 quilos e venceu o Medida certa, do Fantástico. Voltou a engordar?

– Menina, aquilo ali foi sério! Sempre fui sedentário, engordava e emagrecia sem controle. Depois do programa, dei um jeito de encaixar o esporte na minha rotina e agora faço exercícios quatro vezes por semana. Estou vendo meu corpo mudar.

– Está vindo uma barriga de tanquinho aí?

– Não é para tanto. Estou fazendo natação, corrida e vou começar um circuito na praia.

– Além de se exercitar, o que tem feito?

– Além de escrever e filmar para o Porta dos fundos, estou finalizando o roteiro de Vai que dá certo 2. Também estou adaptando Meu passado me condena para o teatro, em maio começo a filmar um novo longa e ainda estou em cartaz com a peça Fora do normal. O filme do Porta dos fundos vamos rodar no ano que vem e o seriado estreia agora, em abril, na internet.

– Você publicou em sua coluna no Estadão uma lista com os dez melhores filmes que já assistiu, mas não tinha nenhuma comédia. E o primeiro da lista era um filme de terror (O iluminado, de Stanley Kubrick)…

– Nem tinha percebido! Pensei nos filmes que mais me tocaram. E, se você pensar bem, O iluminado é engraçado, vai. Aquele cara sendo possuído é para dar risada. O humor não precisa vir apenas da comédia escrachada. Pode sair de situações inusitadas, bizarras, de forma mais ácida. Mas, entre as comédias tradicionais, meu voto vai para os filmes do Borat.

– Ainda falando das listas, você cita a cidade de São Paulo entre as dez que mais gosta no mundo. Por quê?

– Eu juro que gosto de São Paulo! Morei na cidade por 19 anos. É um lugar onde tudo acontece o tempo inteiro, tem restaurantes ótimos, uma vida cultural sem igual no País… Vejo beleza até no cinza dos prédios. Mas o Rio de Janeiro, claro, é imbatível.

Fabrícia Peixoto

 

 

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