A ÚLTIMA FRONTEIRA

Fomos a Belém do Pará conhecer de perto ingredientes, cozinheiros e receitas que encantam chefs de todo o mundo

 

por Bruno Weis, de Belém

 

 

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SABORES E AROMAS DA FLORESTA

O famoso chef catalão Ferran Adriá afirma que a Amazônia é a última fronteira gastronômica do planeta para a descoberta de aromas e sabores. Não à toa, todo ano o Festival Ver-o-Peso da Cozinha Paraense, o principal evento do gênero na região, atrai chefs, pesquisadores e cozinheiros do Brasil inteiro e de outras partes do mundo. Na edição deste ano, a qual Status acompanhou in loco, não foi diferente. Alex Atala, Henrique Fogaça, Jefferson Rueda, entre outros chefs premiados, estiveram presentes para aprender sobre ingredientes e produtos da floresta. De quebra, encontraram personagens que carregam consigo conhecimentos traduzidos em receitas deliciosas! Acompanhamos tudo e ainda saímos pelas ruas de Belém para conhecer outros segredos da capital paraense.

 

O TEMPLO

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Se para muitos a culinária amazônica é uma religião, o Mercado Ver-o-Peso, em Belém, é seu templo. Ali, toda madrugada acontece uma grande balbúrdia com a chegada dos barcos lotados de peixes, um evento único, que segue com a distribuição dos produtos pelas barracas. A primeira é a dos peixes, onde filhotes, tucunarés e tambaquis, entre outros, exibem seus tamanhos amazônicos em abundância.
Há as barracas das frutas, como a da dona Carmelita Rocha, com suas 230 variedades, incluindo os deliciosos sapoti, cupuaçu e jambo, e sementes vindas de barco e caminhão de todo o Estado do Pará. Depois o visitante mergulha em um universo de farinhas, óleos e castanhas.

 

TODO O FIM DE TARDE

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Sim, chove toda tarde em Belém do Pará. Mas o melhor ritual da cidade no fim do dia é tomar o tacacá (foto), a sopa feita com tucupi, goma de mandioca, jambu e camarão seco. São diversas as barracas de rua que servem a iguaria. A da dona Maria, em frente ao Colégio Marista, na principal avenida da cidade, é uma delas: serve mais de 100 litros do caldo por dia.

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TESOURO NO ´´FURO´´

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Os “furos” na Amazônia levam a lugares únicos. Esses caminhos de rio que adentram ilhas e o continente levam a comunidades ribeirinhas que vivem em casas de palafita e em barcos. É o caso do restaurante mais original que conhecemos em toda a viagem, tocado por Orlando de Castro Leão, 72 anos (foto abaixo). A Maloca do Orlando é a extensão da casa deste senhor que vive do cultivo e comércio do açaí e do cacau. Para os visitantes, oferece uma hospitalidade generosa, bem como porções de camarão no bafo, peixes grelhados, farinhas e, claro, o mais fresco açaí que você pode provar na vida. Para reservar, ligue para ele: 91 9233-0350.

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