AMIGOS NÃO SE COMPRAM. TEM CERTEZA?

Sites vendem seguidores e curtidas nas redes sociais

 

Por Piti Vieira

 

STATUS 38 - APPROACH, CAIU NA REDE

 

No mundo virtual das redes sociais um pouco de dinheiro faz uma diferença enorme. Por pouco mais de R$ 11 o internauta consegue comprar, isso mesmo, comprar, 4 mil amigos no Facebook. Por menos de R$ 90, cerca de 10 mil pessoas curtem a sua foto no Instagram. A novidade, mais comum do que se imagina, é famosa na web e conhecida como “bots”, uma abreviação de “robots”, ou robôs, em português. Celebridades e políticos, principalmente, utilizam o método para parecerem mais populares do que realmente são. O serviço funciona como uma espécie de fornecedor de internautas, que curtem, comentam e favoritam suas postagens como se fossem humanos. Sites como Swenzy e Fiverr oferecem o bots com preços razoáveis.
Os bots existem há anos e costumava ser fácil distingui-los. As fotos que usavam para seus avatares eram genéricas (muitas vezes de mulheres sensuais), os nomes eram gerados por computador (como April865342) e as coisas que compartilhavam eram, em geral, links para sites pornográficos. Mas os bots atuais têm nomes que soam reais, para camuflar melhor as suas atividades. Seguem horários humanos, suspendendo suas atividades durante a madrugada e as retomando pela manhã. Compartilham fotos, riem das piadas alheias e até se envolvem em conversas aleatórias uns com os outros. E eles existem aos milhões. Não é ilegal ser dono de um bot, comprá- lo ou criá-lo. A legalidade dependerá de como as pessoas utilizem o recurso. O uso dado a eles muitas vezes contraria as normas dos sites de redes sociais.

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