O MELHOR TRABALHO DO MUNDO?

Rodeado de mulheres bonitas e… nuas! Sim, esse é o dia a dia do empresário Alexandre Peccin, dono do site Bella da Semana

 

Por Carlos Sambrana 

 

STATUS 38 - APPROACH, LADO B

 

É inevitável. Sempre que o empresário gaúcho Alexandre Peccin, 41 anos, revela o que faz da vida, começam as brincadeiras. “Todos dizem que é o melhor trabalho do mundo”, conta Peccin. Por mais que ele argumente que começou do zero, que seu site conseguiu vencer em um mercado no qual seus concorrentes morreram e que não descansa um só segundo enquanto não atinge suas metas pessoais, é difícil convencer, principalmente seus amigos, que o seu dia a dia é comum, igual ao de qualquer pessoa. E, convenhamos, não dá mesmo para convencê-los. Afinal, ele passa boa parte do tempo ao lado de algumas das mulheres mais bonitas do País. E elas estão quase sempre nuas. Dono do site catarinense belladasemana.com.br, endereço eletrônico com um milhão de visitantes e 20 milhões de page views por mês, ele já acompanhou mais de 600 ensaios fotográficos, recebe uma média de cinco requisições diárias de modelos querendo aparecer no site e publica um novo ensaio a cada dez dias. “Acompanho tudo porque sou obcecado por qualidade e a produção ao redor de um ensaio é caríssima. Nada pode dar errado, não podemos nos dar o luxo de perder o material”, explica Peccin.

Fundado há 13 anos, o Bella da Semana nasceu meio que por acaso. Peccin comandava um programa que cobria as festas mais badaladas de Santa Catarina. “Era uma espécie de Amaury Junior do Estado”, diz ele. Nesse meio tempo, teve a ideia de criar um quadro com a bela da semana, mostrando uma gata por semana. “O quadro passou a ser o de maior audiência e, como estávamos nos primórdios da internet, resolvi aproveitar a chance e migrar para a web.” No terceiro mês de site, o negócio já se mostrava rentável. “Naquela época, os provedores pagavam para ter conteúdo e fornecíamos o nosso material para o iG.” Hoje, o Bella da Semana vive de seus assinantes, 75% brasileiros e 25% estrangeiros, que pagam uma mensalidade de R$ 19 e US$ 19, respectivamente, para ter acesso a fotografias e vídeos de gatas vindas de todos os cantos do País. O Bella ainda vende conteúdo para celular em 96 países e seus vídeos são transmitidos em 130 países por meio do canal de tevê a cabo Fashion TV. “Vamos lançar o site na versão em russo no próximo mês”, diz Peccin, que não revela o número de assinantes por nada.

Alexandre Peccin “Acompanho cada detalhe. Arrumo o pezinho, a pose, o ângulo da câmera. Faz muita diferença no produto final”

Alexandre Peccin “Acompanho cada detalhe. Arrumo o pezinho, a pose, o ângulo da câmera. Faz muita diferença no produto final”

O empresário, baseado em Florianópolis, não para de pensar na expansão de seu site e tenta aproveitar qualquer tipo de sinergia com outros negócios. Há um ano, por exemplo, lançou a Bella Noir, uma marca de lingeries que podem ser compradas no site e que também são usadas pelas modelos que posam para as lentes de seus fotógrafos. “O Bella me abriu portas para outros trabalhos, principalmente como atriz”, diz Júnia Cabral, uma linda gaúcha, de 1,69 m de altura, dona de um corpo muito bem esculpido. “Já participei de clipes de funkeiros como o MC Guimé e acabei de ser convidada para um curta-metragem”, diz ela. Quem sabe, não pode ser uma das personagens de um novo programa que Peccin tem em mente. “Estamos estudando criar um reality show nos moldes do American Chopper, mas adaptado para o Bella”, diz Peccin. “Vamos mostrar os bastidores do negócio.” Aí, sim, é que vão aumentar as brincadeiras sobre o melhor trabalho do mundo. Até porque todos poderão vê-lo em ação. “Acompanho cada detalhe. Arrumo o pezinho, a pose, o ângulo da câmera. Faz muita diferença no produto final.”

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