OS MERCENÁRIOS

Stallone lidera veteranos pela terceira vez

 

Por Elaine Guerini, de Los Angeles

 

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Sempre sobram piadas e ofensas quando o time da franquia Os mercenários se reúne para provar quem é o mais duro na queda. “Quando você percebe que está velho para ser astro de ação? Quando levanta da cama e o seu traseiro cai”, brincou Sylvester Stallone, o idealizador da série, que chega à terceira parte. Desta vez, Stallone e seus homens enfrentam um ex-colega que se tornou traficante de armas (Mel Gibson). Também ingressam na franquia Harrison Ford, Wesley Snipes e Antonio Banderas, enquanto Arnold Schwarzenegger, Jet Li, Jason Statham e Mickey Rourke retornam. “Stallone sempre me inspirou, apesar de termos competido anos atrás”, disse Schwarzenegger. O elogio foi seguido de provocação quando este foi questionado se trocaria de papel com Stallone no último filme. “Não. Somos diferentes. Não filmei Pare, senão mamãe atira.” Mas Stallone revidou. “Não foi você que teve um bebê em um filme?”, perguntou, referindo-se a Júnior.

 

CHANNING TATUM:

ex-stripper se firma como ator

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Bonitão e gente boa (do tipo que não pretende deixar o sucesso subir à cabeça), Channing Tatum já embolsa cerca de US$ 15 milhões por filme. Nada mal para quem já ganhou a vida como atendente de telemarketing, “espirrador’’ de perfume em loja de departamento, animador de festa de debutantes e até stripper em casa noturna de Miami. “Não me orgulho de tudo o que fiz, mas também não me envergonho do meu passado. Fiz o que precisei para chegar aqui”, conta o ator de 34 anos, um dos protagonistas de Anjos da Lei 2, continuação da comédia que arrecadou US$ 200 milhões em 2012. Na franquia, uma adaptação da série de tevê que fez sucesso nos anos 80 (com Johnny Depp no elenco), Tatum é um jovem policial que atua à paisana, infiltrando-se em escolas.

Quais são as suas lembranças do seriado que inspirou a franquia?

– Na infância, eu era fã do programa. Eu e minha irmã (Paige Tatum) não perdíamos um episódio. Nunca me esqueci daquele em que Johnny Depp usa um turbante com uma joia no centro. É um clássico (risos).

Como conquistou o seu espaço em Hollywood?

– Foi o mesmo que ganhar na loteria (risos). Só posso dizer que, apesar de nem sempre ter feito escolhas inteligentes, principalmente no início da carreira, aprendi algo em todos os filmes que fiz. Nunca estudei interpretação. 

Onde estaria se não tivesse sido descoberto por agente de modelos nas ruas de Miami?

– Não sei. Essa profissão nunca tinha passado pela minha cabeça. Confesso que, quando o sujeito me abordou, perguntando se eu tinha representação, achei tudo muito suspeito. Ainda bem que topei fotografar, fiz comerciais de tevê e, posteriormente, filmes.

Qual a maior armadilha na qual um ator em ascensão pode cair?

– Achar que tudo gira em torno dele. É por isso que faço questão de continuar o mesmo cara. Quem me conhece sabe que ainda sou aquele garoto do interior, nascido em Cullman, no Alabama.

 

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Os atores Jonah Hill e Channing Tatum

 

BELA SCARLETT

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Mais duas mulheres inteligentes e de sensualidade explosiva para a galeria de Scarlett Johansson. Em Lucy (foto), sua personagem é obrigada pela máfia a transportar (como “mula’’) uma droga experimental. Mas a substância vaza em seu organismo, fazendo-a acessar 100% de sua capacidade cerebral – o que lhe dá superpoderes. Em Chef, a atriz é a voz da razão na vida de um cozinheiro cansado da rotina em um badalado restaurante de Los Angeles. Nas duas personagens (em cartaz este mês), há um pouco de Scarlett, que é muito segura de si. “Eu me sinto cada vez mais inclinada a interpretar mulheres fortes e determinadas”, diz a atriz de 29 anos, que roda de dois a três filmes por ano. Ela também será vista em Os vingadores 2: a era de Ultron, que acaba de ser rodado e estreia no ano que vem. Sua participação aqui teve de ser acelerada dada à gravidez da atriz, que espera seu primeiro filho com o noivo, o jornalista francês Romain Dauriac.

 

OLHAR SOBRE O RIO

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Depois de Paris, Nova York e Tbilisi, agora foi o Rio de Janeiro que inspirou devaneios amorosos em filme coletivo. Um dos títulos da franquia “Cities of Love”, concebida como carta de amor às grandes metrópoles do planeta, Rio, eu te amo é assinado por dez diretores (brasileiros e estrangeiros) – sempre registrando um bairro diferente. Fernando Meirelles narra a relação de um escultor de areia (Vincent Cassel) e sua musa (Débora Nascimento) no frenesi do calçadão de Copacabana. O americano John Turturro preferiu mostrar o fim da relação de um casal (vivido por ele e Vanessa Paradis) na Ilha de Paquetá. Já o o sul-coreno Sang-soo Im segue os passos de um garçom (Tonico Pereira, na foto) que tenta impressionar a amada (Roberta Rodrigues) no morro do Vidigal.

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