KELLY GISCH

Ela já fisgou o campeão olímpico Cesar Cielo e, depois deste ensaio,vai conquistar você

 

Fotos Christian Gaul

 

STATUS 40 - CAPA

Pulseira de mão Laví |brincos Pri Schiavinato

Os dois se conheceram em uma festa, começaram a conversar e uma semana depois já engatavam um relacionamento sério. Cesar Cielo, medalhista olímpico e recordista nos 50 metros livre, foi rápido como de costume ou realmente foi hipnotizado por aquela musa com poder de sedução equiparável ao de uma sereia? Apesar de toda a intimidade de Cielo com a velocidade, é mais provável que ele tenha sido hipnotizado pela beleza e pelo frescor de menina que Kelly Gisch, 25 anos, exala despretensiosamente. Frescor de menina, sim, mas no corpo de um mulherão: 1,80 m de altura, 62 cm de cintura e 90 de quadril. Medidas que, somadas a um sex appeal fulminante, fazem dela uma das modelos mais requisitadas na Alemanha. “Todo mês viajo para lá”, diz Kelly, descendente de alemães. “Faço muito catálogo de moda. Hoje a Alemanha é o meu maior mercado.”

Natural de Lajeado, uma cidade com pouco mais de 60 mil habitantes, no Rio Grande do Sul, nem ela imaginaria que um dia veria seu rosto estampado em catálogos, cartazes e revistas mundo afora. Tudo começou aos 16 anos, quando saía da escola e um olheiro a viu. “Eu queria fazer nutrição, jogar vôlei, nem pensava em ser modelo”, diz. Filha única, órfã de pai desde os 10 anos de idade, teve de convencer a mãe, dona Rosemeri, de que era uma boa oportunidade. “Ela foi para São Paulo comigo, fiz os testes e passei. Mas ela exigiu que eu terminasse o colégio.” Hoje, mais madura, cidadã do mundo com passagens pelos Estados Unidos e Europa, Kelly planeja o futuro. Carreira artística? “A minha preocupação hoje em dia é fazer meu pé de meia, ficar mais tranquila, cursar a faculdade e, mais para a frente, ver o que acontece. Nesse meio-tempo, vou fazendo cursos rápidos, de quatro dias, como de interpretação, de literatura”, diz Kelly. Não só isso. Para a nossa sorte, posou para a Status.

Como foi, aos 16 anos, já ter de encarar um trabalho internacional em uma cidade como Milão?
– Imagina eu, vinda de uma cidade pequena, com a minha mãe sempre em cima de mim, em uma cidade como Milão! Fiquei com muito medo porque não falava italiano e não tinha a mínima noção de inglês. Era muito ruim porque você quer fazer amizade quando está viajando. Eu sorria, fazia mímica… Ficava dentro do apartamento, tinha medo até de pegar metrô.

E a Kelly de hoje, como é?
– Nunca fui de sair muito, sempre fui caseira. Mas hoje falo inglês e arranho o espanhol. Aliás, aprendi o inglês na raça, de tanto viajar e de tanto falar errado. Já trabalhei em Miami, em Portugal e, atualmente, vou quase todos os meses para a Alemanha fazer catálogos e campanhas por lá.

E o assédio, é grande?
– Tem muito assédio aqui e lá fora. Eu driblo isso brincando, finjo que não escutei, falo logo que tenho namorado para não causar nenhum problema. Eu fujo de problema.

E para manter esse corpo, o que faz?
– Corro umas quatro vezes por semana, gosto de correr tranquila, uns 50 minutos. Faço uma média de uns 8 km e, quando estou inspirada, chego a 12 km ou 13 km.

O Cesar Cielo vive viajando, competindo fora do País, e você modelando no Exterior. Quando vocês se encontram?
– Este ano está mais complicado, mas eu estava em Paris e encontrei com ele no mundial na França. Fui para Belo Horizonte encontrá-lo, fiquei dez dias com ele. É complicado, mas, sempre que dá, dou uma fugidinha para vê-lo. É difícil, mas quando você quer mesmo uma coisa você não cria obstáculos. Falamos via Skype, WhatsApp… Graças a Deus, as tecnologias hoje facilitam.

Ele é ciumento?
– Ele é tranquilo.

Você gosta de nadar?
– Não (risos), isso é para ele. Ele vive dentro da água. Para mim, água é para relaxar.

O que a atrai em um homem?
– Tem que ser bom caráter, tem que ser uma pessoa responsável. Foi isso que me chamou a atenção nele, a disciplina. Admiro muito ele, admiro muito o amor que ele tem pelo que faz. Preciso admirar a pessoa que está do meu lado.

Pensa em casamento?
– Essa eu não vou responder (risos). É melhor perguntar para ele.

Falou para ele que faria o ensaio?
– Falei, mostrei as fotos.

O que ele achou?
– Ele gostou muito da ideia. Mas ficou preocupado para não aparecer demais.

Carlos Sambrana