O DJ DOS MILHÕES

Conheça mais sobre Calvin Harris, que tentou ser jogador de futebol e achou fama e fortuna na música eletrônica

 

Por Piti Vieira

 

STATUS 40 - APPROACH, PLAY

Calvin Harris, 30, voltou a liderar a lista anual da revista Forbes que revela quem são os DJs mais bem pagos do mundo. O escocês foi o que mais faturou entre junho de 2013 e junho de 2014. De acordo com a publicação, seu rendimento anual saltou de US$ 46 milhões para US$ 66 milhões, um ganho de US$ 20 milhões. David Guetta surge na segunda posição, com lucros anuais avaliados em US$ 30 milhões, seguido de perto por Avicii e Tiësto, empatados, com US$ 28 milhões (confira a lista completa ao lado). Na elaboração do ranking, a Forbes leva em conta os lucros estimados provenientes das vendas de álbuns, shows, vendas de merchandising, patrocínios e negócios paralelos.

Tocando em mais de 50 festivais e casas noturnas, Harris conseguiu ultrapassar também Jay Z na lista dos mais bem pagos. O rapper americano faturou US$ 60 milhões entre as mesmas datas, segundo a revista. Mas a vida de Adam Richard Wiles, seu verdadeiro nome, nem sempre foi só de altos. Sua primeira tentativa para chegar à fama foi transformar-se em um jogador de futebol, mas, por falta de talento esportivo, voltou-se aos computadores. Aos 14 anos, ele já tinha demos gravadas e, aos 17, algumas de suas músicas já apareciam em coletâneas de música eletrônica distribuídas de forma independente.

Mas o que realmente levou Harris ao topo da cadeia evolutiva da dance music foi sua versatilidade. A maioria dos DJs primeiro trabalha dentro de seu nicho na música eletrônica para, só depois, tentar a fama ao lado de um cantor ou rapper. Já Calvin Harris trilhou um caminho diferente: seus álbuns de estúdio são combinações de house, hip-hop e pop, o que atraiu músicos famosos, como a cantora caribenha Rihanna, que gravou com ele a música We found love. Em 2012, Harris lançou o álbum 18 Months, que se tornou o único da história a conseguir nove canções no top 10 do Reino Unido. De lá para cá, a carreira de produtor do músico só cresceu. Hoje, ele tem trabalhos com músicos como Dizziee Rascal, Kylie Minogue, Róisín Murphy, Ellie Goulding, Florence Welch e Rita Ora, sua ex-namorada, com quem terminou recentemente.

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HOMEM MULTIFUNCIONAL

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O músico e ator paulistano de 39 anos André Frateschi transita pelo mainstream e pelo underground com a mesma desenvoltura. Ao mesmo tempo que participa de novelas e minisséries da Rede Globo, ele toca em casas independentes de São Paulo o aplaudido projeto “Heroes”, com covers de David Bowie. Agora, ele dá um passo enorme na carreira autoral com o lançamento do álbum duplo Maximalista. Status conversou com ele.

Sobre o que fala o Maximalista? E por que escolheu esse título para o disco?

Maximalista é um disco que fala sobre o homem multifuncional. O morador da metrópole que se divide em diversos aparelhos, que fatia sua atenção e a distribui. Um cidadão que não tem água na torneira, não anda nas autopistas e vê o mundo através das telas que nos cercam. É também uma referência ao estilo musical do disco, avesso ao minimalismo, roqueiro, cínico e intenso.

Você passou oito anos interpretando David Bowie no projeto “Heroes”. A música dele influenciou na composição de Maximalista? 

Sem dúvida. Bowie sempre foi um norte na minha carreira. Vejo Bowie como um artista à frente do seu tempo, sua antena sempre antecipou movimentos artísticos, de comportamento. Essa antena me inspira. A ousadia dele me inspira. O que tentei foi procurar entender o que gira silenciosamente ao redor de nossas cabeças.

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Há outros artistas que também influenciaram esse trabalho?

Assim como Bowie, sempre gostei muito de Frank Zappa, que também tinha uma antena poderosa para captar o mundo. Mas o que ouvi durante a produção do disco foi Clash, Television, Pulp e Depeche Mode.

 

PITTY EM RETRATOS

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Acaba de ser lançado o livro Pitty – cronografia: uma trajetória em fotos (Edições Ideal). São 160 páginas com fotos de várias fases da carreira da cantora, feitas por fotógrafos convidados e com textos escritos pela própria. A retrospectiva inclui imagens de sua infância, com as passagens pelas bandas Inkoma, como vocalista, e Shes, como baterista, além do projeto paralelo Agridoce.

 

MUSA DO MÊS

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Nascida em Cáli, na Colômbia, e criada em Madri, na Espanha, Lupe Fuentes entrou na música em 2012, liderando o The Ex Girlfriends, um grupo só de garotas que abusava do pop açucarado. Mas a ambição de Fuentes era estar mais perto do gênero que ela tanto adora: house music. Depois de aprender a produzir e descobrir como transformar suas ideias em música, o sonho dela tornou-se realidade: So high entrou em uma compilação do super DJ americano Junior Sanchez. Era o que faltava para ela ser convidada a tocar na Pacha e na Space, dois dos principais clubs de Ibiza. “Eu diria que meu som tem suingue e eu gosto de pegar coisas do passado. Mas minha música é definitivamente moderna”, diz a colombiana, que teve uma bem-sucedida carreira de atriz em filmes adultos. Ela atuou em mais de dez longas, foi indicada a uma série de prêmios e até ganhou uma RealDoll (boneca sexual de silicone em tamanho real) feita com as suas medidas. Hoje, ela é casada com Evan Seinfeld, antigo vocalista do Biohazard, grupo americano que misturava hardcore e hip-hop.

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