BRILHO PRÓPRIO

Elas não são as famosas capitais europeias, mas esbanjam charme. Listamos cinco cidades para quem pretende aproveitar a viagem fora do roteiro mais tradicional

 

Por Tatiana Engelbrecht

 

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Bergen » Noruega

Com 272 mil habitantes, ela é a segunda maior cidade da Noruega. Mas o que atrai mesmo em Bergen é caminhar pelas ruas e imaginar o passado daquela região, que foi capital do país na Idade Média e um dos centros comerciais mais ativos da Europa no século XIV. A arquitetura ajuda bastante nessa viagem no tempo. Endereço do antigo porto da cidade, o bairro de Bryggen abriga até hoje as casinhas de madeira coloridas que serviam como armazéns e hoje deram lugar a lojas, bares, cafés e restaurantes. Bem ali, do outro lado da avenida, fica o tradicional mercado de peixes da cidade e um dos principais pontos de interesse de Bergen. Além de oferecer degustações de camarões, lagostas e do tradicional bacalhau, o lugar é ideal para experimentar algumas das excentricidades regionais, como a linguiça de rena e a carne de baleia defumada. A cidade é também ponto de partida para conhecer alguns dos idílicos fiordes do país, como os imponentes Hardangerfjorden e Sognefjorden. O mais famoso passeio oferecido pela Fjord Tours é o Norway in a Nutshell, que percorre as principais montanhas da região de trem e barco (US$ 180, com duração de nove horas). fjordtours.no

 

Birmingham » Inglaterra

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A apenas 90 minutos de trem de Londres, a segunda maior cidade do Reino Unido é vibrante, dinâmica e cheia de atrações culturais. Também o que esperar do lugar onde despontaram Led Zeppelin, Black Sabbath, UB40 e Duran Duran? A música, aliás, é uma das especialidades da cidade. Casas como The Jam House e Bull’s Head Mosely recebem o melhor da cena moderna, enquanto a O2 Academy e a National Indoor Arena costumam servir de palco para figurões da música. Uma curiosidade é que, tal qual Veneza, Birmingham é entrecortada por canais e vem passando por um profundo e eficiente processo de revitalização nas últimas décadas. Nesse cenário pós-industrial, sobressaem as formas arrojadas de construções contemporâneas, como a Biblioteca de Birmingham, a maior biblioteca pública da Europa, com dez andares, jardins suspensos e uma ala dedicada a Shakespeare com 43 mil obras. Tão ou mais efervescente do que a cena cultural é o cenário gastronômico.
A cidade é recheada de restaurantes com estrelas Michelin, muitos deles de inspiração indiana. A Ladypool Road, conhecida como Triângulo Balti, concentra as melhores opções do gênero, como o restaurante Al Frash, um dos mais requisitados.

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Bordeaux » França

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Difícil imaginar alguém cansado de visitar Paris, mas acredite: há muita, mas muita coisa mesmo a se ver na França. A 500 quilômetros a sudoeste da capital (cerca de 3h30 de trem ou uma hora de avião), Bordeaux é um destino que pode justificar uma esticada no país – principalmente para quem cultua as boas coisas da vida. A começar por vinhos de qualidade, em especial das castas merlot, cabernet franc e cabernet sauvignon. Maior vinhedo demarcado em extensão do mundo, Bordeaux é o paraíso para quem curte visitar desde pequenos produtores até os principais chateaux do ramo. Agências locais oferecem diversos tipos de roteiros, inclusive de bicicleta, que incluem ainda degustação de vinhos e passeios pelos vinhedos. As mesmas agências também organizam tours pelas históricas ruas da cidade, onde grande parte é considerada Patrimônio da Humanidade pela Unesco. São mais de 350 construções e igrejas icônicas, como a de Saint-André, que você pode conhecer, inclusive, por meio de um minicruzeiro pelo rio Garonne.

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Impossível passar uma temporada na cidade do vinho sem pensar em… queijos. No restaurante Baud et Millet, são mais de 240 tipos à disposição do cliente. Basta escolher o menu, pagar e descer para o subsolo, com cara de caverna, para degustar alguns dos queijos mais tradicionais da região

 

Adivinha? Se o seu grau de conhecimento etílico não passa da distinção entre merlot e cabernet sauvignon, vale recorrer a algumas das escolas locais, como a famosa L’école du Vin, que oferece desde cursos introdutórios (duas horas, por US$ 39) até programas que podem durar semanas.

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