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Pensando em aposentar a lâmina e a tesourinha e se render à tecnologia no barbear? Antes de comprar um aparelho elétrico, avalie se a máquina se ajusta às suas necessidades. Tire suas dúvidas e faça a escolha certa

 

Por Wilson Weigl

 

STATUS 42 - ESPELHO MEU

 

– Faço a barba diariamente ou até mais de uma vez por dia. É melhor usar barbeador elétrico?

“O aparelho agride a pele menos do que a lâmina. Só não deixa o rosto tão liso e escanhoado”, explica o dermatologista André Braz, do Rio de Janeiro. Em termos de praticidade, ganha da lâmina de goleada. “Dá até para se barbear no carro, a caminho do trabalho”, lembra o médico.

– Tenho pele sensível, que fica facilmente irritada. O barbeador melhora ou piora o quadro?

O uso do barbeador não ameniza esse problema (que afeta mais da metade dos homens), apesar de normalmente irritar menos a pele. O ideal é não usá-lo a seco – sempre com gel ou espuma – e não abrir mão do pós-barba.

– Barbeador é melhor do que lâmina para quem tem acne ou pelo encravado?

Como o aparelho elétrico não corta tão rente quanto a lâmina, pode não detonar tanto as espinhas e pelos encravados que ficam inflamados (foliculite). Entretanto, é preciso redobrar a atenção à limpeza do aparelho. Resíduos acumulados são focos de bactérias que podem agravar esses problemas.

– Decidi comprar um aparelho elétrico. Qual o melhor: barbeador ou aparador?

Muitos aparadores são também barbeadores, outros não. Esses aparelhos facilitam o cuidado com a barba longa, por permitir várias regulagens de altura dos fios e desenhar bigode e cavanhaque.

– Quais características técnicas do aparelho preciso observar na hora da compra?

“O ideal é que o barbeador seja multifuncional –  que apara costeleta, bigode e pelos do nariz – e à prova d’água, para ser usado com gel ou espuma e embaixo do chuveiro”, diz o dermatologista André Braz. É recomendável também checar o tempo de autonomia da bateria e a rapidez da recarga, para economizar tempo. 

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 NOVA ARMA NA LUTA CONTRA A CALVÍCIE

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Combater a queda de cabelo é sempre uma batalha. Quando a derrota parece iminente, a melhor estratégia é recorrer aos procedimentos das clínicas dermatológicas. A técnica mais moderna, e não tão radical, foi apresentada este ano no congresso International Master Course on Aging Skin (IMCAS): o tratamento Hair Booster, já disponível no Brasil. Funciona assim: uma caneta com microagulhas faz perfurações minúsculas no couro cabeludo, que recebe substâncias que freiam a queda e estimulam o crescimento capilar, como aminoácidos, D pantenol e finasterida. Na sequência, aplicam-se luzes vermelha e infravermelha, que combatem a inflamação nas raízes – uma das principais causas da calvície. O combo atua em várias frentes de batalha. “A técnica ativa a circulação sanguínea e hidrata o couro cabeludo, fortalece, engrossa e estimula o crescimento dos fios”, diz o dermatologista Marcelo Bellini, da clínica Corpo em Evidência (SP), um dos médicos que já oferecem a técnica. “Para potencializar os resultados, o paciente também toma cápsulas de vitaminas, aminoácidos, ácido fólico e zinco”, completa. O tratamento dura de seis a dez semanas, com uma sessão por semana. Cada uma custa R$ 350, em média, segundo pesquisa de Status feita em diversas clínicas.

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