O TEMPO VOA

Companheiro de todas as horas, o relógio tem cada vez mais funções no seu dia a dia. Saiba o que levar em conta quando for escolher um modelo para o pulso

 

Por Jr. Bellé | Fotos Gustavo Arrais

 

O relógio exerce uma fascinação sobre os homens. Para muitos, é um acessório indispensável, capaz de doar-nos charme e elegância e ser, ao mesmo tempo, funcional. Mais do que um símbolo de status, é um item de sedução que complementa a personalidade e potencializa a comunicação corporal. Quando bem escolhido, o relógio é um parceiro para a vida toda, quando não para todas as horas. Mas como identificar o modelo certo para você? Michael L. Friedman, historiador da Audemars Piguet, manufatura suíça de relógios de luxo criada em 1875, dá algumas boas pistas. “Experimente os relógios, você só os conhece realmente ao vê-los em seu pulso, e compre o que você ama. Você olha para o seu relógio dezenas de vezes ao dia, é a arte e a expressão em seu pulso”, explica. Mas não pense que você encontrará o relógio perfeito inesperadamente, como um amor à primeira vista. É importante pesquisar, comparar designs e ter uma mínima noção das marcas, pois cada uma tem suas especificidades. Leve em consideração o tamanho, formato e material ideiais para seu estilo. Posteriormente, compare esses desejos aos modelos possíveis dentro da faixa de preço que você está disposto a pagar. Por fim, determine a funcionalidade e o propósito de sua futura aquisição e tente responder às seguintes perguntas: “Você quer um relógio para passeio, um relógio esportivo? Um modelo que combine os códigos e possa ser usado em todas as ocasiões? Com pulseira ou bracelete? Com ou sem complicações?”. Complicação é o termo usado para designar algumas funções e mecanismos auxiliares como cronômetro, calendários – lunar, perpétuo ou de marés – , indicador de profundidade, etc.

O especialista Cesar Rovel, criador do site Relógios & Relógios, voltado para colecionadores, relojoeiros e entusiastas, explica que é preciso, antes de tudo, identificar qual é seu estilo de se vestir e de viver. “É preciso conhecer a si mesmo. Se você costuma praticar esportes e usar roupas menos formais, relógios esportivos serão úteis e combinarão mais. Nesse caso, cores mais vibrantes e detalhes são bem-vindos”, diz Rovel. Em outras palavras, de nada adianta usar um Cartier feito de aço, com minúcias em diamante, para ir à academia, onde um modelo simples, com pulseira de borracha, seria o ideal. Da mesma forma, tipos físicos franzinos dificilmente combinam com relógios de caixa grande, ainda que, de acordo com Rovel, eles estejam em voga. “A moda são os relógios grandes, imponentes. Inclusive as mulheres têm comprado relógios masculinos por conta dessa tendência. Mas é preciso ficar atento. Sinto que essa moda não durará muito, pois as marcas vêm investindo em modelos menores, o que me leva a crer que eles voltarão em breve”, prevê Rovel. Para quem usa rotineiramente ternos e blasers, relógios clássicos feitos de metal e com pulseira bracelete são ótimas opções. “Cada ocasião exige um tipo de relógio, mas é claro que existem os curingas. Um modelo com pulseira de couro e com uma proposta neutra e resistente à água pode ser usado na praia, com bermuda e camiseta, ou no escritório, com terno e gravata”, conta. O curinga é usualmente um relógio tradicional, de tamanho médio e sem cores berrantes: “Dê preferência ao preto, é a melhor opção para um curinga”.

É importante ter em mente que nem só de design é feito um bom relógio. A engenharia envolvida, ou seja, o maquinário que faz o ponteiro girar, sua funcionalidade e durabilidade são igualmente relevantes. Um modelo com peças de qualidade pode ser um investimento para uma vida inteira, ou mesmo uma peça que passa de pai para filho, uma herança de família. Por isso, Rovel aconselha e destaca a tradição suíça. “Os melhores relojoeiros estão lá e isso faz toda a diferença. É um país com escolas de formação nessa área, o que atrai os melhores talentos do mundo, que acabam produzindo a partir de lá. Por isso, se puder optar, opte por um relógio suíço.” Além do mais, é na Suíça que se encontra a nata da alta relojoaria, território nobre em que arte e técnica se encontram para confeccionar joias de pulso. “A alta relojoaria em geral envolve relógios mecânicos, mas há exceções. Ela pode ser de duas formas: ou lança mão de peças com acabamento fino, fabricadas com metais nobres, ou são relógios com as mais diversas complicações”, explica. Mas esses não são fatores determinantes para identificar o relógio certo, e sim como ele se adequa a você e ao seu estilo de vida.

STATUS 43 - RELÓGIOS

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