FLERTE COM A MORTE

Selecionamos as dez trilhas mais perigosas do mundo

 

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Por ser lenta e quase não proporcionar adrenalina, a caminhada em trilha é considerada a irmã mais fraca dos esportes ao ar livre. mas isso é Um engano. Exposição ao inesperado, animais selvagens, guerrilheiros e calor extremo são algumas das variáveis que podem transformar um trekking em algo arriscado, em que um erro pode te deixar seriamente ferido ou, pior, morto.

 El Caminito del Rey, Espanha
Localizado no desfiladeiro de El Chorro, na região espanhola de Málaga, o Caminito del Rey é uma estreita passagem entre penhascos a uma altura de 100 metros, feita para facilitar o deslocamento de funcionários de uma hidrelétrica construída há mais de um século. O caminho de concreto e aço tem apenas um metro de largura e cerca de três quilômetros de extensão. Em muitas partes o concreto se quebrou, sobrando apenas as vigas de sustentação. Oficialmente, a passagem encontra-se fechada ao público em razão de seu péssimo estado de conservação, mas ainda é frequentada por aventureiros.

 

Aonach Eagach, Escócia

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Para se chegar ao topo de 953 metros de altitude do Aonach Eagach, uma das montanhas mais emblemáticas da Escócia, é preciso pegar uma trilha de seis quilômetros que segue o vale Glen Coe, atravessa dois munros (montanhas) e oferece algumas das melhores vistas no país.
O percurso é íngreme, com ladeiras escorregadias, rochas difíceis de transpor e uma visibilidade muito limitada nos abundantes dias de neblina e frio na Escócia, quando a maioria dos problemas começa a acontecer. Anualmente, acontecem vários acidentes no cume. Em 2009, houve duas mortes.

 

Cascade Saddle, Nova Zelândia

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Para presenciar grande parte das magníficas paisagens da trilogia O Senhor dos Anéis é preciso viajar até o Parque Nacional Mt. Aspiring, na ilha sul da Nova Zelândia. Lá também está situada a trilha conhecida como Cascade Saddle, que passa por florestas, prados alpinos e montanhas, em um caminho de 17 quilômetros que leva dois dias para ser percorrido. Pelo menos 12 pessoas perderam a vida ali nos últimos anos, principalmente por quedas e escorregões em pedras molhadas. Quando um alemão morreu em julho de 2013, as autoridades locais fecharam o caminho para torná-lo mais seguro.

 

Drakensberg Traverse, África do Sul

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O número que se repete muitas vezes sobre a Drakensberg Traverse é que, antes de 1985, 55 pessoas perderam suas vidas ali. Depois disso, os funcionários se cansaram de contar, mas as mortes são relatadas quase todos os anos nessa caminhada de 65 quilômetros que passa pelo norte da cordilheira homônima no Parque Nacional de Natal. A trilha atravessa alguns dos terrenos alpinos mais expostos e belos do mundo. O problema é que os aventureiros caminham por vastos penhascos e desfiladeiros numa altura de três mil metros, com passagens complicadas e estreitas e queda de grandes pedras, o que determina que acidentes sejam fatais.

 

Kokoda, Papua Nova Guiné

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Os 160 quilômetros da Trilha Kokoda ligam Port Moresby, capital da Papua Nova Guiné, na Oceania, à aldeia de Kokoda. Um dos terrenos de trekking mais difíceis do mundo (leva 11 dias para ser percorrido), o local é úmido, com muito calor durante o dia e frio intenso de noite, chuvas torrenciais que formam cachoeiras de uma hora para outra, guerrilheiros e animais à espreita e risco iminente de doenças tropicais como a malária (em 2009, quatro estrangeiros morreram por causa da doença).

 

Trilha do vulcão Pacaya, Guatemala

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Vulcões ativos normalmente não são atrações turísticas, mas o Pacaya, na Guatemala, localizado perto da capital do país, a Cidade da Guatemala, é diferente. Ativo desde 1965, sua última erupção aconteceu em 2013, fazendo as vilas vizinhas serem evacuadas. Mas em março passado a montanha começou a expelir rochas, cinzas e vapor novamente. A subida ao topo de 2.500 metros de altura foi fechada ao público pelo serviço nacional de parques do país, após as mortes da última erupção, mas alguns trekkers teimosos ainda acessam o vulcão de fazendas próximas para ver de perto as corredeiras de lava.

 

Huayna Picchu, Peru

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Conhecida como “Trilha da Morte”, a Huayna Picchu, a uma hora e meia de caminhada desde o extremo norte de Machu Picchu, foi esculpida em granito e sobe cerca de mil metros de altitude em pouco mais de um quilômetro. O percurso é cheio de rochas soltas e pedras escorregadias. A qualquer momento, uma pisada em falso pode custar a vida.

 

Trilha de Kalalau, Havaí

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Situada na belíssima costa de Na Pali, um dos trechos mais estonteantes do Havaí, na ilha de Kauai, a trilha oferece visuais incríveis e termina em uma praia intocada. Mas, ao longo de seus 35 quilômetros, o caminho pode virar um inferno com a chegada repentina de fortes chuvas que causam queda de grandes pedras e outros sedimentos. Porém, esse não é o maior perigo. Mais de 100 pessoas já encontraram seu fim ao nadar em praias remotas da trilha por causa das traiçoeiras correntes marítimas.

 

The Maze, EUA

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Essa trilha pode ser um pesadelo para quem tem claustrofobia. Situada na parte mais remota do Parque Nacional de Canyonlands, no Estado de Utah, ela recebe apenas dois mil visitantes por ano. A razão da baixa procura está no labirinto (maze, em inglês) de rocha vermelha de difícil acesso, quase impossível de navegar, e cheio de ravinas e becos sem saída. O lugar sempre apresenta o perigo de queda de rochas ou inundações mortais (muito bem retratados no filme 127 Horas).

 

Monte Huashan, China

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São apenas seis quilômetros do sopé da montanha até seu pico de dois mil metros de altura, mas o caminho é, realmente, assustador. Mesmo assim, há vários séculos, peregrinos sobem até o templo taoísta construído por volta do século 2 a.C no alto do Monte Huashan, no centro da China. Para chegar ao topo, é necessário passar por pequenas trilhas de madeira, escadas incrustadas nas pedras e pontes que se esticam sobre precipícios a milhares de metros do chão. De acordo com estatísticas não oficiais, aproximadamente 100 pessoas morrem anualmente no local antes de alcançar o destino final.