NO EMBALO DO JAZZ

Em casas intimistas, no morro ou sobre a água, o estilo musical nascido em Nova Orleans, definitivamente, nunca sai de moda. Listamos alguns dos melhores clubs do mundo em que o swing dita o ritmo da noite

 

Por Piti Vieira

 

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Londres  |  Ronnie Scott’s

Club de jazz mais famoso da capital britânica, foi aberto em 1959 e desde então se tornou referência mundial no mundo do jazz por ter revelado nomes como Chet Baker, Ella Fitzgerald, Wynton Marsalis, Madeleine Peyroux e Nina Simone. A proposta é ter uma experiência intimista com os artistas que tocam por ali. A qualidade sonora é única e a decoração é inspirada nos anos 1920, auge do jazz. Uma vez terminado o show do dia, o andar superior oferece uma pista de dança com sons jazzy para aqueles que queiram dançar até altas horas da madrugada. ronniescotts.co.uk

 

Praga | Jazz Dock

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As amplas janelas, a decoração pop e a plataforma flutuante sobre a qual fica o Jazz Dock – sobre o rio Moldava, que corta a capital da República Checa – modernizaram o estilo dos clubs de jazz da cidade, frequentemente cheios de fumaça e escondidos do público. A popularidade da casa não deixa de crescer graças a uma excelente programação que permite acolher grandes estrelas da música. jazzdock.cz

 

RIO DE JANEIRO | The Maze

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O albergue que fica no alto da comunidade Tavares Bastos, no Catete, é um capítulo à parte na nova geografia da cidade. Comandado por Bob Nadkarni, ex-jornalista da BBC, o lugar oferece um visual estonteante da Baía de Guanabara. O ambiente é apaixonante e todo dia tem jazz. Às sextas, o grupo Maze Original, formação da própria pousada, leva o saxofonista Joel Ferreira tocando sets até 4 horas da manhã. Se mesmo assim você ainda não colocou fé, a revista americana Downbeat, especializada no assunto, incluiu o espaço em sua lista de “Melhores Clubes de Jazz do mundo”. Só é possível chegar ao albergue de van, táxi ou mototaxi. jazzrio.com

 

São Paulo | Jazz B

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Dos mesmos donos do Jazz nos Fundos, mais badalado bar do gênero na cidade, a casa, na região central da capital paulista, fica totalmente exposta para a rua, bem diferente do esconderijo que caracteriza o endereço de Pinheiros. São dois ambientes conectados pelo local onde a banda se apresenta (não há palco). De um lado, a plateia senta em uma pequena e concorrida arquibancada. Do outro, apesar da existência de mesinhas, a maior parte do público permanece em pé. jazzb.net

 

Nova York  |  Smalls

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Considerado o melhor clube de jazz do mundo, o Smalls é um pequeno e escuro porão no Greenwich Village, quase na esquina da 10th Street com a 7th Avenue. A capacidade para 60 pessoas faz jus ao nome, ainda que seja difícil imaginar que caiba tanta gente lá dentro. A programação é eclética: pianistas, trios, quintetos, formações de metais, big bands e toda sorte de combinação inusitada, o que inclui a partir da alta madrugada jams de músicos, consagrados ou não, que se conhecem no palco em improvisos que fazem avançar a escola de Nova York do bebop e do hard bop. smallsjazzclub.com

 

Berlim | A-Trane

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O nome é uma mistura de A-Train (da música “Take the A-Train”) e Trane (como os fãs chamam John Coltrane). Aberto em 1992, em Charlottenburg, no centro da antiga Berlim Ocidental e premiado como melhor clube de jazz da Alemanha, seu prestígio se deve muito à sonoridade cristalina, ao isolamento acústico perfeito e à ventilação silenciosa que juntos proporcionam uma pureza de som equivalente à de um estúdio de gravação. Parada obrigatória nas turnês europeias de jazzistas do mundo inteiro, o club já recebeu Herbie Hancock, Diana Krall e a brasileira Joyce. a-trane.de