CIDADÃO DO MUNDO

Quer colecionar passaportes? Basta ter dinheiro para investir

 

Por Fabrícia Peixoto

 

STATUS 47 - APPROACH, LADO B

Carros, joias, obras de arte, imóveis, jatinhos. Se o dinheiro compra quase tudo, por que não incluir uma segunda cidadania? Não se trata de comprar um passaporte na clandestinidade, como nos filmes de espionagem, mas sim da forma mais oficial possível. Dos Estados Unidos à Austrália, da Jamaica a Portugal, são inúmeros os governos que concedem vistos permanentes a investidores estrangeiros – desde, é claro, que estes imigrantes abastados estejam dispostos a desembolsar grandes somas de dinheiro.

“Estamos falando de milionários, gente que quer ter a segurança de um segundo passaporte, seja por questões fiscais, seja para ter uma opção no futuro para eles e suas famílias”, diz Frederico Clemente, do escritório Henley & Partners, especializado nesse trâmite entre governos e imigrantes VIPs. Segundo ele, a concessão de vistos permanentes a estrangeiros não é automática. “Todos os requerentes têm seu histórico pesquisado e os governos têm a prerrogativa de negar o pedido”, completa. Confira cinco exemplos de países e suas regras:

Estados Unidos

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É preciso desem-bolsar US$ 500 mil em projetos defini-dos pelo governo para conseguir um visto permanente para empresários, o EB-5. Somente no ano passado, 10 mil estrangeiros conseguiram o visto por meio do programa, que costuma ser criticado no país por estar com seu valor defasado (a taxa foi estabelecida em 1990). Atualmente, 80% dos requerentes são chineses.

Portugal

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O país exige um investimento de 500 mil euros em imóveis ou de 1 milhão de euros no mercado de capitais por um período de cinco anos. Quem tiver um histórico de parceria comercial com empresas portuguesas tambémganha pontos. A análise do pedido leva cerca de seis semanas.

Ilha de Malta

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Para conseguir o passaporte do país, é preciso pagar uma taxa de 600 mil euros, além de investir 350 mil euros em algum imóvel e mais 150 mil euros em papéis do governo. Criado em janeiro do ano passado, o programa atraiu 200 investidores em apenas seis meses. Como o país faz parte da União Europeia, o passaporte de Malta dá acesso a todos os países da comunidade.

ST. Kitts and Nevis (caribe)

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Com apenas 45 mil habitantes, foi o primeiro país a conceder cidadania a investidores estrangeiros. Para obtê-la, é preciso doar US$ 250 mil a uma instituição de caridade ou investir US$ 400 mil no mercado imobiliário.
A vantagem? Ali não existe imposto de renda.

Inglaterra

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Para requisitar um visto permanente na terra da Rainha Elizabeth, o investidor estrangeiro precisa, primeiro, requisitar o “Tier 1”, categoria de visto que permite circular no país por um período de 3 anos e 4 meses. A exigência é um investimento de 2 milhões de libras (cerca de US$ 3 milhões) em títulos do governo, por um período de cinco anos.

Caminho inverso
O Brasil também conta com um programa de visto permanente para quem colocar dinheiro no País. Para se candidatar, o estrangeiro tem duas formas: investir um mínimo de R$ 150 mil ou apresentar um projeto de negócios que gere, pelo menos, dez empregos diretos.

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