E AGORA, JAY-Z?

Considerado o Midas da música, O rapper ainda não conseguiu fazer o Tidal, seu novo serviço de streaming, decolar. Entenda por quê

 

Por Piti Vieira 

 

STATUS 47 - APPROACH, PLAY

Pouco mais de um mês após o relançamento do aplicativo de músicas por streaming Tidal, comprado por Jay-Z em janeiro por US$ 56 milhões, o serviço (que figurou brevemente entre os 20 aplicativos mais baixados da App Store americana) não constava sequer da lista dos 700 apps mais baixados dos EUA. Enquanto isso, seus rivais, Spotify e Pandora, ganharam força ao ocupar, respectivamente, a quarta e terceira posição no ranking dos apps mais rentáveis – deslocando o jogo Candy Crush Saga para a sexta posição, o que é um feito impressionante.

Quando lançou o Tidal,  Jay-Z afirmou: “precisamos escrever a história nós mesmos”. Madonna, Beyoncé, Rihanna, Jack White, Daft Punk. Taylor Swift e outras estrelas da música (fora o rapper, os artistas envolvidos possuem 45% da empresa) subiram juntos em um palco para desafiar empresas como Spotify, Rdio e Pandora. Mas o negócio não saiu como eles esperavam. Após o Tidal não deslanchar, Jay-Z acusou no Twitter a Apple e seus principais concorrentes de “gastarem milhões em uma campanha de difamação” contra o serviço. “Nós temos quase 770 mil assinaturas. Estamos no mercado há menos de um mês”, escreveu ele, e ainda pediu paciência. “Demorou nove anos para o Spotify se tornar um sucesso”.

É cedo para dizer o motivo do negócio estar emperrado, mas enquanto o Tidal não decola, o Spotify comemora um aporte de US$ 400 milhões de empresas como a Goldman Sachs e o fundo de investimento estatal de Abu Dhabi, além do fato de, segundo o Wall Street Journal, estar valendo mais que o resto do mercado da música inteiro, cerca de US$ 8,4 bilhões, contra US$ 6,97 bilhões de vendas físicas, compras digitais e outros serviços de streaming.Confira a seguir as principais diferenças entre os serviços:

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