NAOMI WATTS

O lado mais leve e solto da rainha dos dramas

 

Por Elaine Guerini, de Los Angeles e Toronto

 

STATUS 47 - APPROACH, PROJEÇÃO

Não se iluda com a galeria de mulheres sérias e sofridas de Naomi Watts. Ainda que a loira de olhos azuis tenha preferência pelos dramas, sempre dando profundidade às mulheres que interpreta, a inglesa criada na Austrália sabe arrancar risadas – sobretudo se a cena envolver passos de dança. “Sou uma dançarina frustrada. Teria morrido de fome se tivesse tentado essa profissão”, disse a atriz de 46 anos, comentando a sequência em que sua nova personagem faz feio em uma aula de hip hop. Na comédia Enquanto somos jovens, de Noah Baumbach, ela tenta recuperar a loucura e a espontaneidade dos 20 anos, imitando, ao lado do marido (Ben Stiller), um casalzinho descolado vivido por Amanda Seyfried e Adam Driver. “É bom bancar a idiota no set de vez em quando.” Naomi falou à Status.

Após O Impossível (2012) e Diana (2013), foi intencional quebrar a rotina de dramas com uma trama leve?
– Foi. Queria algo divertido, mas sem aquela fórmula batida. Aqui o humor nasce da dinâmica entre dois casais com diferença de idade, o que é mais legítimo. Essa ideia me deixou à vontade para tentar coisas que ainda não tinha feito numa filmagem.

Como dançar mal?
– (Risos) O pior é que faço aulas de dança até hoje, apesar de não ver resultado e de as minhas costas continuarem doendo. Quando tinha 16 anos, tudo o que eu queria era dançar. Como não deu certo, enveredei para a interpretação.

Como fazer para a vida não ficar chata e previsível depois dos 30 ou 40?
– Boa pergunta! Não sei. Mas é importante aceitar que o ritmo é outro, que o corpo se cansa mais fácil e que ninguém deve se torturar por isso.

Ficou surpresa com a fria recepção de Diana?
– Sempre soube que o roteiro tinha problemas e que seria um grande risco. Mas não imaginava que o público não quisesse ver Diana nas telas. Com sua morte (em 1997), a princesa virou uma figura intocável. Talvez o filme tenha saído cedo demais.

STATUS 47 - APPROACH, PROJEÇÃO

O FRENESI DE CANNES 

A cada Festival de Cannes, agora na 68a edição (de 13 a 24 de maio), a população de 70 mil habitantes do balneário francês triplica. O maior evento do gênero do mundo deixa o boulevard de la Croisette quase intransitável, seja pelo vaivém de carros esportivos ou pela multidão que lota as ruas estreitas e dá plantão diante do Palácio dos Festivais para acompanhar o desfile dos astros e estrelas pelo tapete vermelho. Este ano a cidade vai parar para ver os novos filmes de Gus Van Sant (The sea of trees), Woody Allen (O homem irracional), Todd Haynes (Carol), Nanni Moretti (Mia madre) e de Natalie Portman, como diretora (A tale of love and darkness).

STATUS 47 - APPROACH, PROJEÇÃO

POLTERGEIST – O FENÔMENO

Escrito e produzido por Steven Spielberg, o original fez história nos anos 80, tornando a expressão alemã conhecida no mundo todo – usada para descrever eventos inexplicáveis em que um espírito desloca objetos e faz ruído pela casa. Depois de muitas tentativas frustradas, o novo longa finalmente dá um restart na franquia, com a pequena Kennedi Clements (foto) no papel que foi da loirinha Heather O’Rourke, morta aos 12 anos por um erro médico.

STATUS 47 - APPROACH, PROJEÇÃO

PARA SEMPRE TEU, CAIO F 

Documentário de Candé Salles reconstrói o imaginário do escritor Caio Fernando Abreu (1948-1996). Amigos, parceiros de trabalho e estudiosos dão testemunhos sobre a genialidade do gaúcho, enquanto atores, como Camila Pitanga (foto), interpretam seus textos. “Caio deixou um grande vazio
ao partir”, disse Candé, que foi amigo do autor de Morangos mofados.

STATUS 47 - APPROACH, PROJEÇÃO

JURASSIC WORLD
A jornada de uma franquia

As criaturas pré-históricas voltam a aterrorizar o mundo, na esperança de revitalizar a franquia concebida por Steven Spielberg na década de 90. Com a decepção das sequências (lançadas em 1997 e 2001), coube ao diretor Colin Trevorrow resgatar o fascínio dos dinossauros, indo além dos efeitos especiais.
A trama se passa 22 anos após o primeiro filme, quando um novo parque está aberto ao público. Só que os visitantes nem ligam para as atrações. Pelo menos até uma fêmea apresentar inteligência, ameaçando a segurança de todos – o que o expert vivido por Chris Pratt (foto) tentará contornar. “A ideia foi atualizar o conceito aproveitando que o mundo mudou, que o homem não se impressiona mais com o avanço da ciência ou da tecnologia”, contou o cineasta.

STATUS 47 - APPROACH, PROJEÇÃO