LARYSSA DIAS

Enquanto vive uma sexy oportunista em Verdades Secretas, a atriz paulistana sonha em dar a volta ao mundo ao lado de seu príncipe encantado

 

Fotos André Nicolau  Texto Ronaldo Bressane Edição Ariani Carneiro | Produção de moda Deborah Ewbank Beleza Krisna Carvalho (Capa Mgt)

 

STATUS 49 - CAPA

Top, acessórios e botas (acervo da produtora)

Desconfie das aparências, nobre leitor. Laryssa Dias não tem nada de cigana aventureira, como nestas páginas; nada de encrenqueira (na novela Salve Jorge foi Waleska, uma garota de programa traficada para a Turquia), jamais fez o tipo amor-bandido (como a Nubia, do seriado 9 mm), muito menos um mulherão desmancha-casamento (tipo a Viviane da atual novela das 22h da Rede Globo, Verdades Secretas). É tudo jogo de cena, leitor, será que você ainda não aprendeu? “Foi só uma personagem que criei”, contou ela à Status sobre este belo ensaio, falando muito seriamente, com uma voz tão bem colocada quanto as sobrancelhas que emolduram seus penetrantes olhos pretos. “Nunca pensei em ser cigana. Vida muito solta! Procuro ser bem disciplinada. Sei bem onde quero chegar”, afirma a moça, nascida há 32 anos em São Paulo, onde vive, no bairro de Santana – ainda com os pais. É, pois é. “Fico pouco em São Paulo por causa da novela, que gravo no Rio. Saio muito para jantar, assistir a musicais, achei lindo Nijinski. Gosto da vida cultural de São Paulo, me seduz muito. Também adoro ir ao Ibirapuera, onde vou correr e encontrar amigas”. Olhaí a dica… Enquanto dá vida à Viviane, que disputa com a ótima Drica Moraes o coração de Tarcísio Filho, a bombshell Laryssa estuda um texto estrangeiro para montar no teatro – ainda negocia os direitos, então não pode falar qual é – e lê dois roteiros para cinema – sobre os quais também não pode falar. Embora se afirme certinha e careta, ela sonha em fazer uma vilã malvadona; elegante, não diz com que diretores de cinema sonha em trabalhar – prefere elogiar os estilos de Spielberg, Mike Nichols e Sam Mendes –, mas revela ter amado a entrega de Deborah Secco em Boa Sorte, da Carolina Jabor. Outra coisa que Laryssa revela é: está solteira há quatro meses. Mas não pense que vai ser fácil conquistá-la, leitor. Há mais mistérios entre a vida real e o script de uma novela do que imagina um lindo ensaio fotográfico.

Você está ficando conhecida por demonstrar-se uma mulher forte em papéis sensuais – mas ao mesmo tempo adora divulgar que é careta, conservadora. Será que você pode acabar mudando?
– Estamos em constante mudança. A vida é transitória. Mas acredito em uma essência, em um DNA emocional. Caráter e valores não mudam. Prezo muito a palavra e a verdade. Talvez um dia eu possa ser menos perfeccionista, mais tolerante e paciente. Estou aberta a novas possibilidades, mas minha opinião não muda. Por exemplo, parei de comer carne aos seis anos. Enquanto isso fizer sentido para mim, ok, mas isso pode mudar; só que não me vejo entrando em uma churrascaria daqui a dez anos… Levei um tempo para entender que tenho uma presença forte, sensual, e acabo impactando os outros desta maneira. Quem me conhece bem sabe que sou extremamente tímida, romântica, careta, conservadora: não bebo, não fumo, não gosto de me expor… .

Que tipo de personagem você quer fazer?
– Personagens com vidas diferentes da minha. Talvez uma pilantra, ou uma garota superintrovertida… uma grande vilã seria divertido fazer. A Viviane é despudorada, vulgar, determinada, bicho ruim, danada, sem escrúpulos. Conquistou o cara mesmo sabendo que ele é casado com a Carolina. Bem diferente de mim.

Você é muito ciumenta?
– Nem vou tentar esconder (risos). Mais importante é você confiar na pessoa que está com você, criar cumplicidade. Se isso estiver bem estabelecido, nem um lado nem o outro espia o celular do outro; esse tipo de coisa acontece quando não tem cumplicidade nem intimidade. Não existe nada melhor do que uma relação de confiança.

Mas, solteira há quatro meses… está soltinha na marola?
Não necessariamente em plena farra (risos). Sou romântica. Não é meu foco. Estou namorando meu trabalho, meus projetos. Tenho que ter muita concentração. Lendo muitos roteiros, peças de teatro. Acredito no que tem que ser, será. O destino existe. No lugar mais inusitado pode acontecer de eu encontrá-lo; acharia lindo.

O que seu futuro príncipe não pode ser?
– Não pode mentir, não ser desonesto, mau-caráter, não ser acomodado, não esperar as coisas acontecerem, nem ser mal-humorado. Geralmente me envolvo com caras mais velhos, uns dez anos pelo menos. Prezo homens maduros e que sabem o que querem, que têm experiências diferentes da minha, que são parceiros, que me motivam – isso tudo é muito mais interessante do que o físico. Sou super moça de família. Tenho essa imagem de furacão, mas sou muito tranquila… Sou muito perfeccionista, teimosa, cheia de metas, batalhadora… mas tenho um lado apaixonado, passional, intenso… e, sim, reza a lenda que os escorpianos são muito sexies (risos).

Qual sua ideia de felicidade perfeita?
– Quero desbravar o mundo todo. Conhecer Espanha, Alemanha, Bélgica. Minha trilha sonora seriam os discos da Norah Jones. Uma viagem de volta ao mundo me faria muito feliz, sem data para voltar. Acompanhada, claro.