RYAN REYNOLDS

“Não sou mais confundido com Gosling”

 

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Ryan Reynolds admite que já foi confundido muitas vezes nas ruas com Ryan Gosling. “Talvez pelo fato de sermos ambos canadenses e bonitões”, brinca o ator de 38 anos. O engano era mais comum no início da carreira, antes de Reynolds ser projetado em filmes como A Proposta, contracenando com Sandra Bullock, e Protegendo o Inimigo, ao lado de Denzel Washington. “Como atuo há 24 anos, estava na hora de conquistar o meu espaço na indústria.” Reynolds vive agora um advogado no drama verídico Dama Dourada. É ele quem ajuda a austríaca Maria Altmann (Helen Mirren) a recuperar a obra de arte de sua família que acabou confiscada pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. “Aposto aqui numa imagem mais séria.”

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– É verdade que não queriam que você usasse óculos no filme?
– É. Sobretudo o produtor executivo Harvey Weinstein. Ele brincou: “Você é um astro, cara. Ninguém quer ver você de óculos”. Mas achei que essa era uma briga que merecia ser travada. O advogado é um cara compenetrado, merecendo o acessório.

– Sentiu-se intimidado ao contracenar com Helen Mirren?
– Deveria, mas Helen foi generosa comigo. Gosto muito da dinâmica entre o advogado e a cliente, que se desenvolve como se fosse uma história de amor. Enquanto eles lutam para recuperar os bens dela, incluindo uma pintura de Gustav Klimt, eles se aproximam, ainda que a relação não enverede pelo romance. Eu não teria nada contra beijar Helen Mirren. Ela é uma gata!

– Como a renda do seu Lanterna Verde (US$ 219 milhões) mal pagou o custo do filme, não se sentiu desencorajado a encarnar novo herói dos comics? (Ele filma Deadpool, na pele do mutante da Marvel.)
– Só estou apreensivo.O que me acalma é se tratar de uma produção pequena, nada na escala de X-Men. Por Deadpool ter um comportamento que alterna entre herói e vilão, o filme terá uma aura mais sombria e independente.

– É verdade que Wolverine fará uma participação?
– Talvez. Se fizer, Deadpool certamente não perderá a chance de irritá-lo. Deadpool é um linguarudo (risos).

 

EDUARDO E MÔNICA

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A história de amor de Eduardo e Mônica, descrita na canção homônima que Renato Russo assinou em 1982, ganhará versão cinematográfica. A trama da garota que se forma no mesmo mês em que o namorado passa no vestibular está em pré-produção, com filmagens previstas para agosto, em Brasília. A direção é de René Sampaio, de Faroeste Caboclo (2013), também inspirado em música do Legião Urbana.

ESTREIAS DO MES

1. Homem-formiga

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Paul Rudd abandona a galeria de moços para casar e encarna com autoridade um herói da Marvel. Por não projetar uma imagem de valentão, o filme funciona ainda melhor, pois ele faz piada de tudo. Até do apelido, já que Homem-Formiga não impõe respeito.

2. A nova amiga

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François Ozon brinca aqui com o desejo reprimido. Ao perder a mulher, um homem toma posse não só do guarda-roupa da morta como a substitui na relação com a melhor amiga.

3. Adeus à linguagem

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Jean-Luc Godard contraria as regras do 3D, ao contar uma história de casal em crise. Em vez de recorrer ao formato para ressaltar cenas de ação ou criaturas fantásticas, o que salta da tela são livros, flores e corpos nus.

MADE IN COLÔMBIA 

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Sofia Vergara põe muito de si mesma nas mulheres que interpreta. Seja na dona de casa escandalosa da série Modern Family ou na viúva de um chefe do tráfico de drogas na comédia Belas e Perseguidas. Aqui sua personagem é protegida por uma policial nervosa (Reese Witherspoon), enquanto atravessa o Texas. “O que há de errado com uma mulher latina que fala alto e é apaixonada pela vida?”, pergunta a atriz colombiana, soltando uma gargalhada.

A faceta mais leve de Charlotte Gainsbourg

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Charlotte Gainsbourg é sempre impecável na pele de mulheres sofridas e atormentadas. Basta lembrar títulos como Anticristo, Melancolia e os dois volumes de Ninfomaníaca. Mas isso não impediu os diretores franceses Éric Toledano e Olivier Nakache (de Intocáveis) de fazê-la exercitar sua faceta mais descontraída na comédia Samba. E deu certo. A filha do cantor francês Serge Gainsbourg e da atriz Britânica Jane Birkin (o casal que chocou o mundo com a música “Je T’Aime… Mois Non Plus’’, em 1969) dá graça e leveza ao filme. Sua personagem é uma mulher que, ao deixar a vida estressada de executiva, começa a trabalhar como voluntária junto a imigrantes ilegais. Ao ajudar um senegalês (Omar Sy) a permanecer na França, ela acaba encontrando mais do que procurava. “Os melhores romances são os improváveis”, diz ela.

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Duas Vezes Schwarzenegger

Aos 67 anos, Arnold Schwarzenegger não só mantém o posto de astro de ação como se arrisca em personagens com veia mais dramática. O austríaco naturalizado americano retoma as peripécias físicas em O Exterminador do Futuro: Gênesis e ainda posa de pai devotado em Maggie – A Transformação, cuidando de Abigail Breslin, condenada a virar um zumbi. “Não acredito em aposentadoria. Preciso de movimento. Se parar, morro”, contou o ator de físico avantajado (com 1,88 m e 106 quilos), sempre seguro de si.

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Schwarzenegger volta como um guardião na franquia que o consagrou nos anos 80