LIVRE PARA VOAR

Não é porque o fim de semana está aí que você precisa abusar da bermuda. Neste ensaio, o canoísta Pedro Oliva mostra que o jeans, o linho e até mesmo a alfaiataria também têm vez nos dias de folga

 

Fotos Fábio Heizenreder  Edição de moda Fabio Paiva  |  Produção de moda Murilo Mahler

 

STATUS 51 - MODA

Ele usa suéter Original Penguin R$ 400 | calça Hugo Boss R$ 2.300 | tênis Christian Louboutin R$ 2.450 | pulseira Dryzun R$ 1.030 | óculos  Calvin Klein Collection para Marchon R$ 720 | relógio Bulgari Diagno Ceramic na Dryzun R$ 21.530 Ela veste jaqueta Forum R$ 850 | top Letage R$ 350 | short My Place R$ 200 sandálias Shutz R$ 450 óculos Maxmara para Safilo R$ 1.250

Foram necessárias algumas tentativas até finalmente conseguir falar com Pedro Oliva ao telefone. Não que o canoísta de 33 anos seja uma pessoa difícil. Longe disso. O que complica mesmo é o fato de ele estar sempre metido em estradas de terra, corredeiras, quedas d’água gigantescas e outros fins de mundo. “Esse ensaio de moda é a coisa mais normal que já fiz”, brinca o atleta, maior especialista brasileiro em caiaque extremo e reconhecido internacionalmente. Tão logo terminou a sessão de fotos para a Status, Pedro voltou correndo para o Rio de Janeiro, onde participava de uma expedição científica. Com apoio de cinco universidades e dois institutos de pesquisa, o atleta percorreu toda a extensão do Rio Paraíba (cerca de 1.300 quilômetros) coletando amostras da água e do ar. Como? “Instalamos cinco sondas no caiaque, que ia monitorando a água e o ar em tempo real”, conta Pedro.

Não é de hoje que a ciência está presente em sua vida. Desde que migrou do rafting para quedas de grandes magnitudes, o canoísta viu-se obrigado a entender não apenas do esporte em si, mas também de questões que passam por física, matemática e geologia. “O caiaque extremo pode parecer apenas um rompante de loucura, mas não é nada disso. Existe um estudo meticuloso até tomarmos a decisão de saltar ou não”, diz o atleta, que em 2009 bateu o recorde mundial ao saltar da cachoeira de Salto Belo, no Mato Grosso, a 40 metros de altura. Pedro, porém, não está nessa há pouco tempo. Aos 4 anos, já praticava kung-fu, passou pela ginástica olímpica (por pouco não chegou ao nível profissional) até finalmente adotar o caiaque, que ele domina há 15 anos. O reconhecimento de seu trabalho é tanto que Pedro, além de contar com cinco patrocinadores (Mitsubishi, Thule, HB, Red Nose e Bio2 Organic) já está há seis anos na televisão, à frente do programa Kaikak, no canal OFF. “Como você pode ver, não é sempre que tenho a chance de vestir uma camisa bem passada”, brinca o atleta em sua primeira experiência como modelo. “Achei incrível a escolha das roupas, o visual todo. Foi legal ter sido tão bem vestido por algumas horas (risos)”.